Like a River | Como um rio

Like a river
Life flows
From birth to death.

In the end
We all join the ocean.

To flow is
To remain fresh.
If you build a dam
no more springs will come.

Embanked water becomes stale
And accumulates poison.

Do not contaminate your heart!

Flow
Let go, and
Be fresh.

Nothing you hoard
should do you good.
Om Shanti


Como um rio
a vida flui
do nascimento à morte.

Ao final, todos nós
encontramos o oceano.

Fluir é constantemente renovar-se.
Se você construir uma barragem,
não haverá nascentes.

Água represada deteriora,
acumula veneno.

Não contamine seu coração!

Deixe fluir,
desapegue-se,
renove-se.

Nada do que você retém,
pode fazer bem.
Om Shanti
♥︎

In the end
We all join the ocean.

***

Ao final, todos nós
encontramos o oceano.


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Love Thoughts
&
Meditation

Meditação e Compaixão (fundamentos de uma vida amorosa)

[To read in English click here.]

Meu nome é Bhuvi.
Bhuvi significa paraíso.
Mas se eu me esquecer de que verbo é o que nos define, esse será apenas mais um substantivo, mais uma palavra estranha e sem a menor importância — uma aparência irreal.
Sou Bhuvi e esta é minha prática:
Entender que “o amor é a escada entre o céu e o inferno”. Mas céu e inferno não são espaços concretos nem autônomos, existem apenas dentro de nós, e escadas são caminhos de mão dupla. Diariamente escolher nutrir o paraíso, seguir o caminho do amor — abrir mão da guerra, e me desapegar de construções sociais preconceituosas e fossilizadas, para me aproximar da verdade de cada um.


Assim, assumo o compromisso de buscar uma existência consciente e atenta a mim e ao outro, praticando o que as ativistas Dra. Jann Murray-Garcia e Dra. Melanie Tervalon cunharam “humildade cultural”, e que eu defino como Meditação e Compaixão (fundamentos para uma existência amorosa). Essa é a prática para contribuir com a paz entre todos os seres sencientes e acabar com o sofrimento na Terra — o paraíso de Lótus.


Humildade para algumas pessoas pode significar fraqueza ou submissão. No entanto, ao entender humildade cultural como meditação e compaixão, relaciono a prática com força e determinação para escutar as pessoas, buscando compreensão total do ser: o discurso, o corpo físico e o corpo sutil, isto é, enxergar, entender e aceitar as peculiaridades das distintas existências. Mas antes de tudo, escutar e compreender na totalidade minha própria essência, reconhecendo meus preconceitos, limitações e padrões, para então me desapegar de heranças culturais: comportamentos e conceitos internalizados e incorporados inconscientemente, vícios.


Meditar é estar humildemente em silêncio, encontrar seu centro, entregando-se à atenção e à observação de como sua existência afeta as demais e de como você se relaciona com os padrões ou as diversas identidades; meditar é descobrir-se. Praticar a compaixão é ser constantemente Amor — compreensão, doação, cuidado —, uma existência não situacional; é descobrir o outro. Ambas as práticas dizem respeito a livrar-se do ego, a maquiagem que usamos para disfarçar a essência.


O exercício pede: ir além de aparências, compreender que não há uma lista limitada de vidas possíveis e que todas as existências são possíveis, não se tratando de ser “politicamente correto”, mas sim de respeitar a diversidade natural e a constante mutação — identidades são multidimensionais e não podem ser resumidas por desejos e expectativas, muito menos por julgamentos.


Praticar a escuta ativa, reflexão a partir da sensibilidade e do questionamento, é um dos caminhos para curarmos a comunidade e transformar os venenos — ganância, ódio, inveja, ciúme, materialismo e tantos outros — em antídoto para a desesperança e, na humildade cultural, desconstruir os relacionamentos tóxicos entre seres, permitindo assim que corações se fortaleçam, nutrindo o crescimento saudável de todas as existências. Eis a verdadeira alquimia. Nessa prática, derrubamos muros e construímos pontes, o que nos permite viver em comunhão.


Eu sou Bhuvi, minha prática está pautada no paraíso que escolhi nutrir dentro de mim — Que meus pensamentos, palavras e ações contribuam para a felicidade e a liberdade de todos os seres.


E você? Qual é sua prática?


Om Shanti

Bhuvi
भुवि ♥️

Meditation and Compassion (foundation of a loving life)

[Para ler em português, clique aqui.] 

My name is Bhuvi.
Bhuvi means Heaven.
But if I disregard the fact that verb is what defines us, this will be yet another noun, a strange word with no importance—unreal appearance.


I am Bhuvi and this is my practice:
To understand “love is the ladder between heaven and hell,” but heaven and hell are not material spaces nor are they autonomous; they only exist in ourselves, and ladders are two-way accesses. To daily choose to nurture heaven and to follow the path of love—give up war and fossilized social constructions of prejudice, approaching the reality within each one.


I therefore commit myself to seek a conscious and awake existence, heartfelt toward myself and the others, practicing “cultural humility”—as coined by Dr. Jann Murray-Garcia and Dr. Melanie Tervalon—which I define as Meditation and Compassion (foundations of a loving life). Such is the practice to contribute with peace for all sentient beings, and end suffer on Earth — the Lotus paradise.


Some people might consider humbleness as weakness or submission. However, when I look at cultural humility as meditation and compassion, I relate the practice with strength and determination to listen to people, seeking complete understanding of the being: discourse, physical body, and subtle body, i.e., see, understand, and accept uniqueness of different existences. More importantly, to listen and completely understand my own essence, acknowledging my prejudice, limitations, and patterns, then letting go of cultural heritage: internalized and incorporated behaviors, and definitions—addictions.


To meditate is to be in humble silence, to find your center, surrendering to awareness and observation of how your own existence affects the others, and how you relate to patterns and diverse identities. To meditate is to figure yourself out. To practice compassion is to be constantly Love—comprehension, bestowal, care—, a non situational existence; it is to figure out the others. Both practices are about getting rid of the ego, the makeup we put on to disguise essence.


The exercise demands: Go beyond appearances, understanding there is no limited list of livable lives, and all existences are possible. It is not about being politically correct, but about respecting natural diversity and constant mutation—identities are multidimensional and cannot be abridged by desires and expectations, much less by judgements.


Practicing active listening—reflexion with sensibility and inquiry—is one of the paths to cure community and transform poisons such as greed, hatred, envy, jealousy, materialism, and others into antidote against hopelessness. And through cultural humility we can deconstruct toxic relationships among beings, allowing the hearts to be stronger, nurturing the healthy growth of all existences. That is the real alchemy. With such practice, we put down walls and build up bridges, which allows life in communion.


I am Bhuvi. My practice is based on heaven, which I chose to nurture inside myself—May my thoughts, words, and actions contribute to happiness and freedom among all beings.


How about you? What is your practice?


Om Shanti

Bhuvi
भुवि ♥️

To my Beloved Master
[para ler em português, clique aqui]

“Water poured into the ocean becomes ocean.”
I pour myself into your light.

I have walked through deserts;
I have felt the sun burn my skin
and the wind kiss my soul.
I have been living my journey home.
But now I shall proceed in your light.

As I go deeper and kiss the ground;
As my heart wakes up to the sound of gratitude
And my soul becomes a mirror
Reflecting the sense of beauty
My feet shall be strong
To feel the warmth of the sand
My legs shall stand steady
And yet so active
My spine shall remain straight–
It is the arrow leading my way.

In my heart all feelings will become Love.
And my throat will speak that Love–
My words will not harm.
While my Eye opens up to beauty
My mind is in peace.
May my hands hold other hands,
And write the truth.

I am in the presence of the Lord
I live in the name of Love.
I am now.

I pour myself into your light.
I surrender.

With Love and Humbleness,
Bhuvi


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If you look close, you might find out: Who you thought to be a character is actually real, while who you thought to be real is but your unconscious struggle to fit.

Embrace the truth.