Day 4 | Dia 4

🇧🇷
Quarantine Within
March 20, 2020

It is not enough to think you have a soul; you have to realize it. I learned that from my Master.

Realize: to conceive as real; to be fully aware. When you awake and realize you are not that body but rather the energy that moves it, you also realize that any being is beyond what you see. Therefore, there will be no room for judgments, and you will be able to feel what shines in you, and in other beings. You will touch the real.

Every heart shines like the sun. And the sun shines on everyone. Even when there are clouds in the sky, the sun is shining.

This is a pic from last week when I meditated by the ocean. I’m sending out my Love through it.

We are like the ocean: on the surface, agitated, but deep down there is only silence. I also learned that from my Master.

When we dive deep into ourselves, we reach our heart, where there is silence, where there is Love. And that is real – nothing disturbs it. Love, soul, godliness, call it as you may, but the most important thing is to never ignore that we are all the same once we pass through the waves — ego, power games, material desires — we are oceans of endless Love.

Once we realize that, we can all connect in a deeper level, noticing the light in every heart.

To meditate is to reach the individual silent space; it is to be in touch with the true Self, noticing the energy and going beyond the body. So, “die before you die”. Let go of your mind, your body, the material world surrounding you, and step into the moment, dive into your Self, and feel your silent soul.

May all the beings find peace and silence!

Other meditations I’ve done today:

Dance and Chant Meditation:
1. Open up room so you can move around freely without hurting yourself bumping into furniture.
2. Set up a playlist with your favorite chants – devotional, rock’n’roll, folk music, any song you really enjoy.
3. Gently close your eyes, relax your shoulders, let your arms fall beside your body, feel your legs light and loose.
4. Hit “Play” and allow the music to touch you deep inside, making you move and chant freely. Don’t control yourself! Just live the moment. The Now! Let it be!

Cooking Meditation:
1. Plan your menu, check if you have everything needed.
2. Now start preparing your meal! Focus on your gratitude and be aware of every movement you do. There is no need to rush. Enjoy the moment.
3. I practice cooking meditation daily at lunchtime, listening to my Master. But it can be done at any time, of course; and it is also effective when we do it in complete silence.

Today’s menu:
Eggplant with onion and garlic; broccolis with garlic and chickpeas; sweet potato; orange and watercress juice.

Rio de Janeiro, (ca.) 9:30 pm

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Day 3


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&
Meditation

🇺🇸
Quarentena dentro de mim
20 de março, 2020

Não é suficiente pensar que você tem uma alma; você precisa realizá-la. Aprendi isso com meu Mestre.

Realizar: conceber como real, de forma nítida; dar-se conta. Quando você desperta e se dá conta de que não é esse corpo, mas sim a energia que o move, você também se dá conta de que qualquer ser está além daquilo que você vê. Portanto, não haverá espaço para julgamentos, e você será capaz de sentir o que brilha em si e em outros seres. Tocará o real.

Todos os corações brilham como o sol. E o sol brilha para todas as pessoas. Mesmo quando há nuvens no céu, o sol brilha.

Esta é uma foto da semana passada, quando meditei perto do oceano. Através dela, envio meu Amor.

Somos como o oceano: na superfície, agitados, mas lá no fundo há apenas silêncio. Também aprendi isso com meu Mestre.

Quando mergulhamos fundo em nós mesmos, alcançamos o coração, onde há silêncio, onde há Amor. Isso é real — nada perturba isso. Amor, alma, divindade, chame como quiser, mas o mais importante é jamais ignorar que somos iguais, uma vez que atravessamos as ondas — ego, jogos de poder, desejos materiais —; somos oceanos de infinito Amor.

Quando nos damos conta disso, conseguimos nos conectar em um nível mais profundo, observando a luz em todos os corações.

Meditar é alcançar o espaço silencioso individual, é estar em contato com o verdadeiro Eu, observando a energia e indo além do corpo. Portanto, “morra antes de morrer”. Desapegue-se da mente, do corpo, do mundo material ao redor, e entre no momento, mergulhe em seu Eu e sinta sua alma silenciosa.

Que todos os seres possam encontrar paz e silêncio!

Outras meditações de hoje:

Meditação da dança e do canto:
1. Abra espaço para se movimentar livremente sem se machucar esbarrando na mobília.
2. Prepare uma playlist com suas canções prediletas – devocionais, rock’n’roll, música caipira, qualquer uma de que você realmente goste.
3. Feche os olhos com delicadeza, relaxe os ombros, deixe os braços soltos ao lado do corpo, sinta as pernas leves e soltas.
4. Aperte o “Play” e permita que a música toque você por dentro e faça com que se movimente e cante livremente. Não se controle! Simplesmente viva o momento. O agora! Deixe ser!

Meditação ao cozinhar:
1. Planeje seu cardápio, verifique se tem tudo de que precisa.
2. Agora comece a preparer a refeição! Mantenha o foco em sua gratidão e estaja atento a todos seus movimentos. Não há necessidade de se apressar. Aproveite o momento.
Pratico meditação ao cozinhar diariamente na hora do almoço, enquanto escuto meu Mestre. Mas pode ser a qualquer hora, obviamente, e também é eficiente quando fazemos isso em silêncio total.

Cardápio de hoje:
Berinjela com cebola e alho; brócolis alho e grão-de-bico; batata doce; suco de laranja e agrião.

Rio de Janeiro, 21:30 (aproximadamente)

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Dia 3


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Meditation

Day 3 | Dia 3

🇧🇷
Quarantine Within
March 19, 2020

It was a beautiful day. Outside and inside.

It started with a simple meditation I have been doing at 6 am and 6 pm (circa):
1. Sit comfortably, straight spine, relaxed shoulders, gently close your eyes.
2. Take a deep breath and concentrate on the air and its route inside your body. Feel it as it touches you inside.
Relaxed and focused I did a japa 108 cycle of Om Mani Padme Hum, with Deva Premal and The Gyuto Monks of Tibet (available on Spotify), and then chanted Hanuman Chalisa, with Krishna Das (also available on Spotify).

Note:
“Japa” refers to meditative repetition. It can be done in a soft voice, as to be heard by the meditator, or mentally. It is a practice in some traditions such as Hinduism, Buddhism, Sikhism and considered very effective as you contemplate on the meaning of the mantra you chant or on the name of the deity you repeat. Japa-mala is the rosary used to count repetitions. It is believed that the vibration of your repetitions are spread, being of benefit to all being around you.
Imagine if everybody in the world stopped doing whatever they were doing at the same time and chanted?

These days I have been particularly concerned about homeless people. How are they dealing with Coronavirus? What if they get sick? I went out for a walk so I could check on some people and see if I could be of any help. I only saw one of the people who live around here. She was sleeping, so I did not bother her.
I think we should all take care of the people who might not have someone to take care of them. Food, drink, whatever they need. Just stop by and offer your heart, listening to the need they might express. Sometimes they just want someone to talk to.

Side note — it looks like poetry!
A man was standing at a corner handing out roses.

Today we had a visitor!
In the afternoon, I was writing and my two cats were sitting with me. Clarice suddenly ran into the bedroom followed by Virginia. (They say cats can run 50 kph. I don’t know if it’s true!) I went after them (much slower!) to check what was going on and… Surprise! Our visitor was flying around like crazy. It then went to the living room and overflew my working area, which is close to the window.

I have no clue what kind of bird that was; I have never been fond of them. In fact, I have always panicked in their presence — for some mysterious reason I am the person I know whose home has been more visited by birds.

Since I am not speaking, I repeated in my mind: “Bird, you have to leave now. Clarice and Virginia will catch you and I do not wish you that. Let’s all calm down.” It seemed to have worked. The bird flew to the fanlight. Although it does not open very wide, it did offer safe escape from the cat which was at the window trying to catch the bird.

I guess I have faced and overcome my fear. Jai!

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Day 1
Day 2


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Meditation

🇺🇸
Quarentena dentro de mim
March 19, 2020

Foi um dia bonito. Dentro e do lado de fora.

Comecei com uma simples meditação, que tenho feito às 6 e às 18h (aproximadamente):
1. Sente-se confortavelmente, coluna ereta, ombros relaxados, feche os olhos com delicadeza.
2. Respire fundo e se concentre no ar e no caminho que ele faz dentro de seu corpo. Sinta-o, enquanto ele te toca por dentro.
Relaxada e concentrada, fiz um japa de 108 ciclos do mantra Om Mani Padme Hum, com Deva Premal e The Gyuto Monks of Tibet (disponível no Spotify). Em seguida, entoei o Hanuman Chalisa, com Krishna Das (também disponível no Spotify).

Observação:
“Japa” é repetição meditativa. Pode ser feita com uma voz suave, para ser ouvida por quem está meditando, ou mentalmente. É uma prática de algumas tradições como hinduísmo, budismo, siquismo considerada muito eficiente, quando você contempla o significado do mantra que entoa ou o nome da divindade que repete. Japa-mala é o rosário usado para contar as repetições. Acredita-se que a vibração de suas repetições se espalham, beneficiando todos os seres ao redor.
Imagina se todas as pessoas no mundo parassem o que estivessem fazendo ao mesmo tempo e entoassem um mantra?

Esses dias eu tenho me preocupado especialmente com pessoas em situação de rua. Como lidam com o coronavírus? E se adoecerem? Saí para uma caminhada, assim poderia verificar como estão algumas pessoas e ver se eu poderia ajudar de alguma forma. Vi somente uma das que moram por aqui. Ela estava dormindo, então não a incomodei.
Penso que deveríamos todos e todas cuidar de pessoas que talvez não tenham quem cuide delas. Alimento, bebida, qualquer coisa que precisem. Basta aproximar-se e oferecer seu coração, ouvir as necessidades que possam expressar. Algumas vezes, querem apenas alguém com quem conversar.

Nota à parte — parece poesia!
Um homem estava em pé, em uma esquina, distribuindo rosas.

Hoje recebemos uma visita!
À tarde, eu estava escrevendo e meus gatos sentados comigo. Clarice de repente correu para o quarto e Virginia atrás dela. (Dizem que gatos conseguem correr a 50 km/h. Não sei se é verdade!) Fui atrás delas (bem mais devagar!) para verificar o que estava acontecendo e… Supresa! Nossa visita voava pelo quarto como louca. Então foi para a sala e sobrevoou minha área de trabalho, que fica próxima à janela.

Não tenho a menor ideia que pássaro era aquele; nunca fui fã deles. Aliás, sempre entrei em pânico na presença deles — por alguma razão misteriosa sou a pessoa que conheço que mais recebeu vista de pássaros dentro de casa.

Como não estou falando, repeti mentalmente: “Pássaro, você precisa ir embora agora. Clarice e Virginia vão te pegar e eu não desejo isso a você. Vamos todos manter a calma.” Parece que funcionou. O pássaro voou para o basculante. Apesar de ele não abrir muito, ofereceu uma rota segura para fugir do gato que estava na janela tentando pegar o pássaro.

Acho que encarei e superei meu medo. Jai!

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Day 1
Day 2


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&
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Day 2 | Dia 2

Hanuman Chalisa

(I have been chanting daily at 6 am and 6 pm, after mantra Om Mani Padme Hum • Estou entoando diariamente às 6h e às 18h, precedido do mantra Om Mani Padme Hum)
🇧🇷
March 18, 2020
Day 2

I woke up before the sun was fully shining. It was not pleasant: I went through catharsis. One episode after all I had experienced the previous day seemed quite normal to me.

My mind was a chatter box talking about problems, possible future scenarios, work — more like the lack of it — and whatnot. So I went straight from the bathroom to my meditation chair and sat for I don’t know how long.

It was a tough day which I can’t really report; it went away like clouds after the storm. Inexistent, once they shower.

All day I focused on my Beloved Lord Hanuman.

Hanuman went off to search for Seetha, Rama’s spouse, who had been kidnapped by Ravan and taken to Lanka. After crossing the sea and searching everywhere, at a certain moment he thought he had failed. Then he realized the best thing to do was make even more effort and improve his way of dealing with the task, to pass through where there was no path.

Because if one does not give up hope one reaches victory.

I did not eat much today; I was not hungry. But I had a lot of water.

Jai Gurudev! Jai Hanumanji!

Rio de Janeiro
8:39 pm

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Soon Day 3


🇺🇸
18 de março, 2020
Dia 2

Acordei antes do sol sair totalmente. Não foi prazeroso: passei por uma catarse. Um episódio, depois de tudo o que vivenciei no dia anterior me pareceu bastante normal.

Minha mente estava tagarela, não parava de falar em problemas, possíveis cenários futuros, trabalho — ou melhor, a falta dele — e assim por diante. Então fui direto do banheiro para a cadeira de meditação e sentei por não sei quanto tempo.

Foi um dia difícil que não consigo exatamente relatar; passou como as nuvens depois da tempestade. Inexistem, uma vez que chovem.

O dia inteiro fiquei concentrada no Amado Hanuman.

Hanuman foi à procura de Seetha, esposa de Rama, que havia sido sequestrada por Ravan e levada para Lanka. Depois de atravessar o mar e procurar por todo lugar, em certo momento ele pensou ter fracassado. Então se deu conta de que o melhor a fazer era se esforçar ainda mais e melhorar sua maneira de lidar com a tarefa, para passar por onde não havia passagem.

Porque quando não se desiste da esperança, a vitória é alcançada.

Não comi muito hoje; não tive fome. Mas bebi muita água.

Jai Gurudev! Jai Hanumanji!

Rio de Janeiro
20:39

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Em breve Dia 3

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&
Meditation

Quarantine Within | Quarentena dentro de mim

🇧🇷

To every hungry heart
I offer mine.
Come share my meal
And together we will cross this moment.

If you can’t go out, go within. I will be sharing some of my daily “Quarantine Within” practices. Since I am in silence, this will be my only means of communication with the outside world.

May my practice be of benefit to other beings.
Aum Shanti Hum.
Bhuvi ♥︎ૐ

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Day 65


🇺🇸

A todos os corações famintos
ofereço o meu.
Venha compartilhar da minha refeição
e juntos atravessaremos este momento.

Se você não pode sair, vá para dentro de si. Compartilharei um pouco de minha prática diária da “Quarentena dentro de mim”. Como estou em silêncio, este será meu único meio de comunicação com o mundo externo.

Que minha prática possa beneficiar outros seres
Aum Shanti Hum

Bhuvi ♥︎ૐ

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Day 1 | Dia 1

🇧🇷
March 17, 2020
Day 1

Here in Brazil, last Monday they decided people should quarantine themselves. I had planned a silent retreat away, but it has been canceled, as every event which meant people being together. So, not able to be outside, I decided to step into myself in what I dubbed “Quarantine Within”. Or simply enjoying the moment, transforming negative into positive.

I started off by preparing the apartment — my temple — dusting and sweeping and cleaning and doing the laundry… Then I put up on the wall three questions:
Who am I?
Do I really have to do this?
Do I really have to say this?
Letting them echo in me, in my heart: Inquiry questions to carry around with me as long as I breathe.

It was afternoon when I sat in my rocking chair and let silence embrace me. Suddenly I felt my head heavy and dozed off for what seemed to be seconds and had this kind of dream in which I was a worker at a carnival and responsible for the Ferris Wheel. The sun was setting and I was talking to someone who seemed to be myself.

“The Wheel needs to stop. Who’s stopping it?” I said.

At that point I was starting to wake up and felt really confused not knowing whether that was real or just a dream — as if I did work at a carnival! As if I did get a job! I was totally confused:

“You are in control. You have to stop it,” I told myself before realizing my body sitting in the chair, meditating.

Latter on I did a self-inquiry meditation session listening to Sri Ramana Maharshi’s teachings. While I still need to meditate more on that, I gathered some thoughts:
The world as each one sees it is a projection of the mind. We build it through social constructs, rules we abide to, dichotomies — language created by the mind — and therefore, we create “personas”: individuals you come to learn about through (“per”) words, sounds, or what is said (“sonus”) about them. And as such, we are unreal. Because existence is one; it is Universe. That is reality. The real “I” is silence, emptiness; it simply is. “I” is beyond material body.

On the path I become real, I find my Self while dropping everything hung on to my being in order to build this character in a play.

Who am I?
Do I really have to do this?
Do I really have to say this?
Are questions capable of stopping the Ferris Wheel.

Now:
It is time for some meditation.
Now is always the time.

Rio de Janeiro,
ca. 5:30 pm 
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🇺🇸
17 de março, 2020
Dia 1

Segunda-feira passada, foi decidido aqui no Brasil que as pessoas deveriam se isolar em quarentena. Eu havia planejado ir a um retiro de silêncio, mas ele foi cancelado, como todos os eventos onde haveria aglomeração de pessoas. Então, sem poder ficar lá fora, decidi entrar em mim mesma, no que apelidei “Quarentena em mim”. Ou simplesmente resolvi aproveitar o momento e transformar negativo em positivo.

Comecei preparando o apartamento — meu templo — tirei poeira e varri e limpei e lavei roupa… Então preguei à parede três perguntas:
Quem sou eu?
Eu realmente preciso fazer isso?
Eu realmente preciso dizer isso?
Deixei que elas ecoassem em mim, no meu coração: questionamentos para carregar por aí, comigo, enquanto eu respirar.

De tarde, sentei em minha cadeira de balanço e deixei o silêncio me envolver. De repente senti minha cabeça pesada, cochilei por, aparentemente, alguns segundos e tive uma espécie de sonho no qual eu trabalhava em um parque de diversão e era responsável pela roda gigante. Era pôr do sol e eu falava com alguém que parecia ser eu mesma.

“A roda precisa parar. Quem vai pará-la?” eu disse.

Nesse momento eu comecei a acordar e me senti bastante confusa sem saber se aquilo era real ou apenas um sonho — como se eu trabalhasse em um parque de diversão! Como se eu tivesse um emprego! Eu estava completamente confusa:

“Você está no controle. Você precisa pará-la,” eu disse para mim mesma antes de perceber meu corpo sentado na cadeira, meditando.

Mais tarde fiz uma sessão de meditação por autoindagação, ouvindo aos ensinamentos de Sri Ramana Maharshi. Ainda que eu precise meditar mais sobre isso, consegui reunir alguns pensamentos: o mundo como cada um o enxerga é uma projeção da mente. Nós o construímos por meio de construções sociais, regras que seguimos, dicotomias — a linguagem criada pela mente — e, portanto, criamos “personas”: indivíduos que você passa a conhecer através (“per”) de palavras, sons ou o que é dito (“sonus”) sobre eles. Dessa maneira, somos irreais. Porque existência é uma só; é Universal. Isso é realidade. O verdadeiro “eu” é silêncio, vazio; simplesmente é. “Eu” existe além do corpo material.

No caminho eu me torno real, eu encontro meu Self (meu Eu) quando me desapego de tudo o que colei ao meu ser a fim de construir um personagem para uma peça de teatro.

Quem sou eu?
Eu realmente preciso fazer isso?
Eu realmente preciso dizer isso?
São perguntas capazes de parar a roda gigante.

Agora:
É hora de meditar.
Agora é sempre a hora.

Rio de Janeiro,
ca. 17:30 
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When You Found Me | Quando você me encontrou

🇧🇷
I was walking
In my sleep
Had eyes but could not see.

Doors were wide open.
But what good could that be
When my mind
Worked as shackles
Hindering my being?

Then you found me

I was reborn
Inside out,
Saw what cannot be (un)seen,
While hearing the silent tone
Of real Love.

Now that you
Have found me
The sweet taste of life
Impregnated my soul.

In you
I see my heart.
In my heart
I see you.

We dance
Like flames.
May all beings experience real Love
Life and Peace
Aum Shanti, Shanti, Shanti
Bhuvi
♥︎ૐ

🇺🇸
Eu caminhava sonâmbula,
tinha olhos,
mas não conseguia enxergar.

Portas estavam escancaradas.
Mas de que isso adiantaria
quando minha mente
trabalhava como grilhões
a impedir meu Ser?

Então você me encontrou

Eu renasci
de dentro para fora,
vi o que não pode ser (des)visto,
enquanto ouvia a silenciosa melodia
do Amor verdadeiro.

Agora que você
me encontrou,
o doce sabor da vida
impregnou minh’alma.

Em você
vejo meu coração.
Em meu coração
vejo você.

Dançamos
como chamas.
Que todos os seres possam viver o Amor verdadeiro
Vida e Paz
Aum Shanti, Shanti, Shanti
Bhuvi
♥︎ૐ

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Subtle Presence | Presença Sutil

🇧🇷🇺🇸

Only the soul senses
Subtle presence.
Where there are
no boundaries for
one’s end and
the other’s beginning.

You embrace with no arms
Kiss with no lips, and
Speak in silence.

I recite your name.
You flow vibrating
In the rhythm
Of my temple—
Where you dwell.

My soul sings
your subtle presence.
Where we are edgeless:
One loving existence.
Listen…

🇺🇸🇧🇷

Somente a alma sente
a presença sutil.
Onde limites
inexistem entre o
fim de um e
início do outro.

Você envolve sem braços,
beija sem lábios e
fala em silêncio.

Recito seu nome.
Você flui, vibra
no ritmo do meu templo—
sua morada.

Minha alma canta
sua presença sutil.
Onde somos sem margens:
Uma única existência amorosa.

Love, Life, and Peace among all beings
Aum Shanti, Shanti, Shanti
Bhuvi ♥︎ૐ

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Meditation

Seeker of Truth | Buscadora da verdade

🇺🇸 🇧🇷

Seeker of truth— 

Seeking awareness beyond the ego,
She surrendered to the heart,
Moving closer to
The source of life.
(Real Love
The Absolute:
God within.)

Jumping off the merry-go-round,
She let go of the burden,
Deconstructing patterns:
Behind is graveyard.

(On the highest
Mountains, One
Relearns breathing)

Questioning the present,
She grew to be a child,
Becoming free like a sage:
Ahead is nothing.

(Have you ever asked yourself
Who is looking out
The window of your soul?)

—Now she is free.


🇧🇷🇺🇸

Buscadora da verdade—

Ao buscar a consciência além do ego
ela se entregou ao coração,
aproximando-se
da fonte de vida.
(Verdadeiro Amor
O Absoluto:
Deus interior.)
Ao saltar do carrossel
ela se desapegou do fardo,
desconstruindo padrões:
atrás é cemitério.
(Nas mais altas
montanhas,
reaprende-se a respirar.)
Ao questionar o presente
ela cresceu e se tornou criança,
sendo livre como um sábio:
à frente é nada.
(Você já se perguntou
quem olha para fora,
pela janela de sua alma?)
—Agora ela é livre.

Aum Shanti, Shanti, Shanti
Let there be
Life, Peace, and Love for all beings.
Bhuvi ♥︎

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The Desert | O deserto

English + Portugês

For in the desert,
It is alone and in silence
That I survive.

Otherwise, I might get lost
In strange paths
Following unbelonging steps —
They lure but never inebriate
(Love does).

When the Lion roars
The eyes of my soul are wide open.
I have faith, and
Become the very journey,
The truth, which is sharp
As a razor blade,
The path with no return.

No past.
No future.
No mind.
No concepts.
Just Being.


Porque no deserto,
é sozinho e em silêncio
que o Eu sobrevive.

De outra maneira, o Eu pode se perder
em caminhos estranhos
seguindo passos não pertencentes —
eles seduzem mas não inebriam
(Amor sim).

Quando o Leão ruge
os olhos de minha alma estão bem abertos.
Tenho fé,
E me torno a própria jornada,
a verdade que é afiada
como a lâmina de uma navalha,
o caminho sem retorno.

Sem passado.
Sem futuro.
Sem mente.
Sem conceitos.
Apenas Ser.



Peace, Life, and Love for all beings
Bhuvi ♥︎

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Who Are You?

🇧🇷🇺🇸
Aphrodite/Venus crouched or bathing
Unknown artist
Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro

Did you look at yourself in the mirror today? I suppose you did. Perhaps you woke up, washed your face and saw yourself in the mirrored medicine cabinet. Perhaps you checked out wrinkles or found out some brand new white hair. Have you analyzed the colors and how they match after you got dressed? Or maybe tried to figure out whether to tuck in your shirt? You might have combed your hair and tried to tie it up in a different way or just made a ponytail because you didn’t have time to wash, dry, etc., etc.

When you looked at yourself, did you see yourself? Could you actually see your self? Did you observe? To observe is to go further past the virtual layer we create; it is to dissolve the unreal identity which meets expectations ego creates—ours and the others’—for the sheer purpose of… Fitting in a specific social space.

The way you identify yourself while watching your self is your identity. We are not ID numbers nor are we statistics. In reality, each one of us is the inside; we are whatever is beyond the image, beyond records.

“Everything is said by an observer,” wrote Chilean scientist Humberto Maturana.

The human being is a living complex system, which means humans are not mechanisms or systems with fixed structures. Moreover, we are dynamic and, therefore, in our interactions we constantly change—behavior and structure are mutable. Consequently, it is impossible to determine an adequate, permanent conduct for living systems in every possible context, because we cannot predict variations.

And thus interactions between living beings are endless learning processes as we must see individuals in their own environment, in their own time, by respecting their structural changes. Which is a great challenge for those who, clung to norms—socially constructed beliefs—do not connect with what life is: dynamic happenings.

Connecting with life does not mean to speak for diversity, but rather to act detached, understanding there is diversity within diversity itself, and that individual identities are not exactly what you name. Identity is that which you can touch and understand, once you go past the surface, diving deep into the I.

However, if one fears one’s truth, one most certainly will not surrender oneself to learning the others’ truths—diving is an act of courage—and, therefore, will not experience Love. While lacking Love, one denies history and builds existences by settling identities from one’s own prejudice, establishing one’s own comfort and pleasure within stagnation and apathy.

We are historical: our ancestors’ continuum. But we are history now—individual, reedited, updated, and expanded lives. Only by really observing can an observer speak about individuals, for it takes connection and learning the oneness, and yet peculiarity, of existences.

Although this is all very important mainly because we live in community, most of all, one must be one’s own observer.

Watch yourself mindfully and you shall be able to answer the question: Who are you? Then you might be able to truly connect with other beings.

Life is no competition nor trial.
Life is experience.

Bhuvi

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