Day 3 | Dia 3

🇧🇷
Quarantine Within
March 19, 2020

It was a beautiful day. Outside and inside.

It started with a simple meditation I have been doing at 6 am and 6 pm (circa):
1. Sit comfortably, straight spine, relaxed shoulders, gently close your eyes.
2. Take a deep breath and concentrate on the air and its route inside your body. Feel it as it touches you inside.
Relaxed and focused I did a japa 108 cycle of Om Mani Padme Hum, with Deva Premal and The Gyuto Monks of Tibet (available on Spotify), and then chanted Hanuman Chalisa, with Krishna Das (also available on Spotify).

Note:
“Japa” refers to meditative repetition. It can be done in a soft voice, as to be heard by the meditator, or mentally. It is a practice in some traditions such as Hinduism, Buddhism, Sikhism and considered very effective as you contemplate on the meaning of the mantra you chant or on the name of the deity you repeat. Japa-mala is the rosary used to count repetitions. It is believed that the vibration of your repetitions are spread, being of benefit to all being around you.
Imagine if everybody in the world stopped doing whatever they were doing at the same time and chanted?

These days I have been particularly concerned about homeless people. How are they dealing with Coronavirus? What if they get sick? I went out for a walk so I could check on some people and see if I could be of any help. I only saw one of the people who live around here. She was sleeping, so I did not bother her.
I think we should all take care of the people who might not have someone to take care of them. Food, drink, whatever they need. Just stop by and offer your heart, listening to the need they might express. Sometimes they just want someone to talk to.

Side note — it looks like poetry!
A man was standing at a corner handing out roses.

Today we had a visitor!
In the afternoon, I was writing and my two cats were sitting with me. Clarice suddenly ran into the bedroom followed by Virginia. (They say cats can run 50 kph. I don’t know if it’s true!) I went after them (much slower!) to check what was going on and… Surprise! Our visitor was flying around like crazy. It then went to the living room and overflew my working area, which is close to the window.

I have no clue what kind of bird that was; I have never been fond of them. In fact, I have always panicked in their presence — for some mysterious reason I am the person I know whose home has been more visited by birds.

Since I am not speaking, I repeated in my mind: “Bird, you have to leave now. Clarice and Virginia will catch you and I do not wish you that. Let’s all calm down.” It seemed to have worked. The bird flew to the fanlight. Although it does not open very wide, it did offer safe escape from the cat which was at the window trying to catch the bird.

I guess I have faced and overcome my fear. Jai!

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Day 1
Day 2


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Love Thoughts
&
Meditation

🇺🇸
Quarentena dentro de mim
March 19, 2020

Foi um dia bonito. Dentro e do lado de fora.

Comecei com uma simples meditação, que tenho feito às 6 e às 18h (aproximadamente):
1. Sente-se confortavelmente, coluna ereta, ombros relaxados, feche os olhos com delicadeza.
2. Respire fundo e se concentre no ar e no caminho que ele faz dentro de seu corpo. Sinta-o, enquanto ele te toca por dentro.
Relaxada e concentrada, fiz um japa de 108 ciclos do mantra Om Mani Padme Hum, com Deva Premal e The Gyuto Monks of Tibet (disponível no Spotify). Em seguida, entoei o Hanuman Chalisa, com Krishna Das (também disponível no Spotify).

Observação:
“Japa” é repetição meditativa. Pode ser feita com uma voz suave, para ser ouvida por quem está meditando, ou mentalmente. É uma prática de algumas tradições como hinduísmo, budismo, siquismo considerada muito eficiente, quando você contempla o significado do mantra que entoa ou o nome da divindade que repete. Japa-mala é o rosário usado para contar as repetições. Acredita-se que a vibração de suas repetições se espalham, beneficiando todos os seres ao redor.
Imagina se todas as pessoas no mundo parassem o que estivessem fazendo ao mesmo tempo e entoassem um mantra?

Esses dias eu tenho me preocupado especialmente com pessoas em situação de rua. Como lidam com o coronavírus? E se adoecerem? Saí para uma caminhada, assim poderia verificar como estão algumas pessoas e ver se eu poderia ajudar de alguma forma. Vi somente uma das que moram por aqui. Ela estava dormindo, então não a incomodei.
Penso que deveríamos todos e todas cuidar de pessoas que talvez não tenham quem cuide delas. Alimento, bebida, qualquer coisa que precisem. Basta aproximar-se e oferecer seu coração, ouvir as necessidades que possam expressar. Algumas vezes, querem apenas alguém com quem conversar.

Nota à parte — parece poesia!
Um homem estava em pé, em uma esquina, distribuindo rosas.

Hoje recebemos uma visita!
À tarde, eu estava escrevendo e meus gatos sentados comigo. Clarice de repente correu para o quarto e Virginia atrás dela. (Dizem que gatos conseguem correr a 50 km/h. Não sei se é verdade!) Fui atrás delas (bem mais devagar!) para verificar o que estava acontecendo e… Supresa! Nossa visita voava pelo quarto como louca. Então foi para a sala e sobrevoou minha área de trabalho, que fica próxima à janela.

Não tenho a menor ideia que pássaro era aquele; nunca fui fã deles. Aliás, sempre entrei em pânico na presença deles — por alguma razão misteriosa sou a pessoa que conheço que mais recebeu vista de pássaros dentro de casa.

Como não estou falando, repeti mentalmente: “Pássaro, você precisa ir embora agora. Clarice e Virginia vão te pegar e eu não desejo isso a você. Vamos todos manter a calma.” Parece que funcionou. O pássaro voou para o basculante. Apesar de ele não abrir muito, ofereceu uma rota segura para fugir do gato que estava na janela tentando pegar o pássaro.

Acho que encarei e superei meu medo. Jai!

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Day 1
Day 2


Tem mais! Poesia e outros pensamentos aqui:
Love Thoughts
&
Meditation

Day 2 | Dia 2

Hanuman Chalisa

(I have been chanting daily at 6 am and 6 pm, after mantra Om Mani Padme Hum • Estou entoando diariamente às 6h e às 18h, precedido do mantra Om Mani Padme Hum)
🇧🇷
March 18, 2020
Day 2

I woke up before the sun was fully shining. It was not pleasant: I went through catharsis. One episode after all I had experienced the previous day seemed quite normal to me.

My mind was a chatter box talking about problems, possible future scenarios, work — more like the lack of it — and whatnot. So I went straight from the bathroom to my meditation chair and sat for I don’t know how long.

It was a tough day which I can’t really report; it went away like clouds after the storm. Inexistent, once they shower.

All day I focused on my Beloved Lord Hanuman.

Hanuman went off to search for Seetha, Rama’s spouse, who had been kidnapped by Ravan and taken to Lanka. After crossing the sea and searching everywhere, at a certain moment he thought he had failed. Then he realized the best thing to do was make even more effort and improve his way of dealing with the task, to pass through where there was no path.

Because if one does not give up hope one reaches victory.

I did not eat much today; I was not hungry. But I had a lot of water.

Jai Gurudev! Jai Hanumanji!

Rio de Janeiro
8:39 pm

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Soon Day 3


🇺🇸
18 de março, 2020
Dia 2

Acordei antes do sol sair totalmente. Não foi prazeroso: passei por uma catarse. Um episódio, depois de tudo o que vivenciei no dia anterior me pareceu bastante normal.

Minha mente estava tagarela, não parava de falar em problemas, possíveis cenários futuros, trabalho — ou melhor, a falta dele — e assim por diante. Então fui direto do banheiro para a cadeira de meditação e sentei por não sei quanto tempo.

Foi um dia difícil que não consigo exatamente relatar; passou como as nuvens depois da tempestade. Inexistem, uma vez que chovem.

O dia inteiro fiquei concentrada no Amado Hanuman.

Hanuman foi à procura de Seetha, esposa de Rama, que havia sido sequestrada por Ravan e levada para Lanka. Depois de atravessar o mar e procurar por todo lugar, em certo momento ele pensou ter fracassado. Então se deu conta de que o melhor a fazer era se esforçar ainda mais e melhorar sua maneira de lidar com a tarefa, para passar por onde não havia passagem.

Porque quando não se desiste da esperança, a vitória é alcançada.

Não comi muito hoje; não tive fome. Mas bebi muita água.

Jai Gurudev! Jai Hanumanji!

Rio de Janeiro
20:39

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Em breve Dia 3

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&
Meditation

Quarantine Within | Quarentena dentro de mim

🇧🇷

To every hungry heart
I offer mine.
Come share my meal
And together we will cross this moment.

If you can’t go out, go within. I will be sharing some of my daily “Quarantine Within” practices. Since I am in silence, this will be my only means of communication with the outside world.

May my practice be of benefit to other beings.
Aum Shanti Hum.
Bhuvi ♥︎ૐ

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Day 12
Day 15
Day 65


🇺🇸

A todos os corações famintos
ofereço o meu.
Venha compartilhar da minha refeição
e juntos atravessaremos este momento.

Se você não pode sair, vá para dentro de si. Compartilharei um pouco de minha prática diária da “Quarentena dentro de mim”. Como estou em silêncio, este será meu único meio de comunicação com o mundo externo.

Que minha prática possa beneficiar outros seres
Aum Shanti Hum

Bhuvi ♥︎ૐ

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&
Meditation

Day 1 | Dia 1

🇧🇷
March 17, 2020
Day 1

Here in Brazil, last Monday they decided people should quarantine themselves. I had planned a silent retreat away, but it has been canceled, as every event which meant people being together. So, not able to be outside, I decided to step into myself in what I dubbed “Quarantine Within”. Or simply enjoying the moment, transforming negative into positive.

I started off by preparing the apartment — my temple — dusting and sweeping and cleaning and doing the laundry… Then I put up on the wall three questions:
Who am I?
Do I really have to do this?
Do I really have to say this?
Letting them echo in me, in my heart: Inquiry questions to carry around with me as long as I breathe.

It was afternoon when I sat in my rocking chair and let silence embrace me. Suddenly I felt my head heavy and dozed off for what seemed to be seconds and had this kind of dream in which I was a worker at a carnival and responsible for the Ferris Wheel. The sun was setting and I was talking to someone who seemed to be myself.

“The Wheel needs to stop. Who’s stopping it?” I said.

At that point I was starting to wake up and felt really confused not knowing whether that was real or just a dream — as if I did work at a carnival! As if I did get a job! I was totally confused:

“You are in control. You have to stop it,” I told myself before realizing my body sitting in the chair, meditating.

Latter on I did a self-inquiry meditation session listening to Sri Ramana Maharshi’s teachings. While I still need to meditate more on that, I gathered some thoughts:
The world as each one sees it is a projection of the mind. We build it through social constructs, rules we abide to, dichotomies — language created by the mind — and therefore, we create “personas”: individuals you come to learn about through (“per”) words, sounds, or what is said (“sonus”) about them. And as such, we are unreal. Because existence is one; it is Universe. That is reality. The real “I” is silence, emptiness; it simply is. “I” is beyond material body.

On the path I become real, I find my Self while dropping everything hung on to my being in order to build this character in a play.

Who am I?
Do I really have to do this?
Do I really have to say this?
Are questions capable of stopping the Ferris Wheel.

Now:
It is time for some meditation.
Now is always the time.

Rio de Janeiro,
ca. 5:30 pm 
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🇺🇸
17 de março, 2020
Dia 1

Segunda-feira passada, foi decidido aqui no Brasil que as pessoas deveriam se isolar em quarentena. Eu havia planejado ir a um retiro de silêncio, mas ele foi cancelado, como todos os eventos onde haveria aglomeração de pessoas. Então, sem poder ficar lá fora, decidi entrar em mim mesma, no que apelidei “Quarentena em mim”. Ou simplesmente resolvi aproveitar o momento e transformar negativo em positivo.

Comecei preparando o apartamento — meu templo — tirei poeira e varri e limpei e lavei roupa… Então preguei à parede três perguntas:
Quem sou eu?
Eu realmente preciso fazer isso?
Eu realmente preciso dizer isso?
Deixei que elas ecoassem em mim, no meu coração: questionamentos para carregar por aí, comigo, enquanto eu respirar.

De tarde, sentei em minha cadeira de balanço e deixei o silêncio me envolver. De repente senti minha cabeça pesada, cochilei por, aparentemente, alguns segundos e tive uma espécie de sonho no qual eu trabalhava em um parque de diversão e era responsável pela roda gigante. Era pôr do sol e eu falava com alguém que parecia ser eu mesma.

“A roda precisa parar. Quem vai pará-la?” eu disse.

Nesse momento eu comecei a acordar e me senti bastante confusa sem saber se aquilo era real ou apenas um sonho — como se eu trabalhasse em um parque de diversão! Como se eu tivesse um emprego! Eu estava completamente confusa:

“Você está no controle. Você precisa pará-la,” eu disse para mim mesma antes de perceber meu corpo sentado na cadeira, meditando.

Mais tarde fiz uma sessão de meditação por autoindagação, ouvindo aos ensinamentos de Sri Ramana Maharshi. Ainda que eu precise meditar mais sobre isso, consegui reunir alguns pensamentos: o mundo como cada um o enxerga é uma projeção da mente. Nós o construímos por meio de construções sociais, regras que seguimos, dicotomias — a linguagem criada pela mente — e, portanto, criamos “personas”: indivíduos que você passa a conhecer através (“per”) de palavras, sons ou o que é dito (“sonus”) sobre eles. Dessa maneira, somos irreais. Porque existência é uma só; é Universal. Isso é realidade. O verdadeiro “eu” é silêncio, vazio; simplesmente é. “Eu” existe além do corpo material.

No caminho eu me torno real, eu encontro meu Self (meu Eu) quando me desapego de tudo o que colei ao meu ser a fim de construir um personagem para uma peça de teatro.

Quem sou eu?
Eu realmente preciso fazer isso?
Eu realmente preciso dizer isso?
São perguntas capazes de parar a roda gigante.

Agora:
É hora de meditar.
Agora é sempre a hora.

Rio de Janeiro,
ca. 17:30 
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&
Meditation

When You Found Me | Quando você me encontrou

🇧🇷
I was walking
In my sleep
Had eyes but could not see.

Doors were wide open.
But what good could that be
When my mind
Worked as shackles
Hindering my being?

Then you found me

I was reborn
Inside out,
Saw what cannot be (un)seen,
While hearing the silent tone
Of real Love.

Now that you
Have found me
The sweet taste of life
Impregnated my soul.

In you
I see my heart.
In my heart
I see you.

We dance
Like flames.
May all beings experience real Love
Life and Peace
Aum Shanti, Shanti, Shanti
Bhuvi
♥︎ૐ

🇺🇸
Eu caminhava sonâmbula,
tinha olhos,
mas não conseguia enxergar.

Portas estavam escancaradas.
Mas de que isso adiantaria
quando minha mente
trabalhava como grilhões
a impedir meu Ser?

Então você me encontrou

Eu renasci
de dentro para fora,
vi o que não pode ser (des)visto,
enquanto ouvia a silenciosa melodia
do Amor verdadeiro.

Agora que você
me encontrou,
o doce sabor da vida
impregnou minh’alma.

Em você
vejo meu coração.
Em meu coração
vejo você.

Dançamos
como chamas.
Que todos os seres possam viver o Amor verdadeiro
Vida e Paz
Aum Shanti, Shanti, Shanti
Bhuvi
♥︎ૐ

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Subtle Presence | Presença Sutil

🇧🇷🇺🇸

Only the soul senses
Subtle presence.
Where there are
no boundaries for
one’s end and
the other’s beginning.

You embrace with no arms
Kiss with no lips, and
Speak in silence.

I recite your name.
You flow vibrating
In the rhythm
Of my temple—
Where you dwell.

My soul sings
your subtle presence.
Where we are edgeless:
One loving existence.
Listen…

🇺🇸🇧🇷

Somente a alma sente
a presença sutil.
Onde limites
inexistem entre o
fim de um e
início do outro.

Você envolve sem braços,
beija sem lábios e
fala em silêncio.

Recito seu nome.
Você flui, vibra
no ritmo do meu templo—
sua morada.

Minha alma canta
sua presença sutil.
Onde somos sem margens:
Uma única existência amorosa.

Love, Life, and Peace among all beings
Aum Shanti, Shanti, Shanti
Bhuvi ♥︎ૐ

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Love Thoughts
&
Meditation

Seeker of Truth | Buscadora da verdade

🇺🇸 🇧🇷

Seeker of truth— 

Seeking awareness beyond the ego,
She surrendered to the heart,
Moving closer to
The source of life.
(Real Love
The Absolute:
God within.)

Jumping off the merry-go-round,
She let go of the burden,
Deconstructing patterns:
Behind is graveyard.

(On the highest
Mountains, One
Relearns breathing)

Questioning the present,
She grew to be a child,
Becoming free like a sage:
Ahead is nothing.

(Have you ever asked yourself
Who is looking out
The window of your soul?)

—Now she is free.


🇧🇷🇺🇸

Buscadora da verdade—

Ao buscar a consciência além do ego
ela se entregou ao coração,
aproximando-se
da fonte de vida.
(Verdadeiro Amor
O Absoluto:
Deus interior.)
Ao saltar do carrossel
ela se desapegou do fardo,
desconstruindo padrões:
atrás é cemitério.
(Nas mais altas
montanhas,
reaprende-se a respirar.)
Ao questionar o presente
ela cresceu e se tornou criança,
sendo livre como um sábio:
à frente é nada.
(Você já se perguntou
quem olha para fora,
pela janela de sua alma?)
—Agora ela é livre.

Aum Shanti, Shanti, Shanti
Let there be
Life, Peace, and Love for all beings.
Bhuvi ♥︎

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&
Meditation

The Desert | O deserto

English + Portugês

For in the desert,
It is alone and in silence
That I survive.

Otherwise, I might get lost
In strange paths
Following unbelonging steps —
They lure but never inebriate
(Love does).

When the Lion roars
The eyes of my soul are wide open.
I have faith, and
Become the very journey,
The truth, which is sharp
As a razor blade,
The path with no return.

No past.
No future.
No mind.
No concepts.
Just Being.


Porque no deserto,
é sozinho e em silêncio
que o Eu sobrevive.

De outra maneira, o Eu pode se perder
em caminhos estranhos
seguindo passos não pertencentes —
eles seduzem mas não inebriam
(Amor sim).

Quando o Leão ruge
os olhos de minha alma estão bem abertos.
Tenho fé,
E me torno a própria jornada,
a verdade que é afiada
como a lâmina de uma navalha,
o caminho sem retorno.

Sem passado.
Sem futuro.
Sem mente.
Sem conceitos.
Apenas Ser.



Peace, Life, and Love for all beings
Bhuvi ♥︎

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Quem é você?

🇺🇸🇧🇷
Afrodite/Vênus agachada ou se banhando
Autor desconhecido
Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro

Você já se olhou no espelho hoje? Imagino que sim. Acordou, lavou o rosto e se viu no armário sobre a pia do banheiro. Talvez tenha conferido rugas ou percebido alguns fios brancos a mais. Avaliou a combinação de cores depois de se vestir, se a camisa para dentro é melhor do que para fora ou se a calça não está muito apertada? É possível que tenha escovado os cabelos e experimentado um penteado diferente, ou ainda, que tenha prendido as madeixas, porque não teve tempo de lavar, secar etc. e tal.

Quando se olhou, você se viu, conseguiu se enxergar? Observou-se? Observar é ultrapassar a camada virtual que criamos; é dissolver a fantasiosa identificação que tem por objetivo atender às expectativas criadas por seu ego ou pelo ego do outro, para o único propósito de… Encaixar-se, caber em um espaço social.

A maneira como você se identifica ao se observar é sua identidade. Nem você nem eu somos um número, seja na estatística, seja na secretaria de segurança pública ou no Detran. Cada um de nós é, na verdade, o que está dentro; somos o que está para além da imagem, para além dos registros.

“Tudo é dito por um observador”, escreveu o cientista chileno Humberto Maturana.

O ser humano é um sistema complexo vivo, o que significa que não é um mecanismo, um sistema com estrutura definitiva. Mais além, somos dinâmicos e, portanto, em nossas interações, estamos em constante mudança — comportamento e estrutura são mutáveis. Consequentemente, é impossível determinar uma conduta adequada, definitiva, para sistemas vivos, em todos os possíveis contextos, porque não podemos prever suas variações.

Dessa maneira, a interação entre seres vivos é um constante aprendizado, uma vez que, deve-se enxergar cada indivíduo em seu meio, em seu tempo e respeitando suas alterações estruturais. Eis o grande desafio daqueles que, apegados a normas, a crenças socialmente construídas, não se conectam com o que é a vida, esse acontecimento dinâmico.

Conectar-se com a vida não é discursar a favor de diversidade, mas sim agir de maneira totalmente desapegada, entendendo que há diversidade dentro da própria diversidade, e a identidade individual de seres não é exatamente aquela que você diz, mas sim aquela que é possível tocar e compreender, uma vez que você ultrapasse a superfície, mergulhando fundo no eu.

Mas se uma pessoa teme conhecer sua própria verdade, por certo não se entregará ao conhecimento da verdade do outro — o mergulho é um ato de coragem — e não será capaz de experimentar o Amor, negará histórias, e construções de existências que lhe cercam, determinando identidades a partir de pré-conceitos, estabelecendo seu próprio conforto e prazer dentro de estagnação e apatia.

Somos históricos: o continuum de nossos ancestrais. Mas somos a história agora — vidas individuais, reeditadas, revistas e ampliadas. Um observador somente poderá falar de um indivíduo se realmente observar, porque é necessário conectar-se e compreender a unicidade da existência, com todas suas peculiaridades.

Apesar de tudo isso ser importante, sobretudo, porque vivemos em comunidade, o essencial é ser seu próprio observador.

Observe-se atentamente e seja capaz de responder: quem é você? Então talvez você possa se conectar, verdadeiramente, com outros seres.

A vida não é competição nem julgamento.
Vida é experiência.

Bhuvi

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Um instante de luz

🇺🇸🇧🇷
Shrī-Yantra
Símbolo da Vida (universal e individual) como incessante interação de opostos cooperativos

O Absoluto contém em si eternidade, energia passiva, e o dinamismo do Tempo, energia ativa. Paraíso e Terra. Antagonistas, porém cooperativas, essas energias são esferas do ser, ambas integrantes da existência. Desdobrado em dualidade, Ele originou o Universo e as criaturas. O mundo, portanto, personifica as polaridades da vida na distinção de elementos, reminiscências individuais d’O Absoluto despedaçado.

Enquanto humanos masculinos personificam energia passiva, as raízes, humanos femininos são energia ativa, o útero. Mas em essência, são um. Ainda que sejamos desenvolvimento temporal e espacial, transcendemos tempo e espaço como manifestações de aspectos antagônicos da existência, O Absoluto.

Repousa no âmago de nosso ser, no receptáculo que é nosso corpo, a Suprema Essência, a partir da qual continuamente expandimos. Apesar de inefável e inconcebível no materialismo humano, energia Divina — unicidade — está em todos nós; Ela é experimentada como Vida dentro do ser e Vida do cosmos. Vida é Amor.

É através do anseio da Vida por si mesma que a Vida surge — o Nirvana são dois espelhos que se encaram. É somente ao alcançar a consciência — quando estamos acordados — que vivenciamos a Unicidade, o Todo em todos nós, compreendendo o processo duplo da criação (e dissolução), e entendendo a verdade: O Absoluto não deve ser partido, dissolvido, desintegrado.

Portanto, através de nosso corpo O Divino se expressa. E uma vez que acordamos do sono da divisão somos capazes de experimentar — compartilhar e receber — o Todo em sua totalidade. Somos tanto vida universal quanto vida individual, uma contínua interação de opostos cooperativos em processo de criação. Luz lampeja através de nós.

Aum Shanti
Que todos os seres existam em Paz, Amor e Vida
Bhuvi ♥︎

Através do anseio da Vida
por si mesma
Vida surge.
Criação é Amor,
um lampejo de Luz
que nos atravessa.

Bhuvi

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&
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