Fragrance | Fragrância

leia em português

Empty infinity:
An enlightened space inside
Where my soul dances with you.
Silence is our music.

This ordinary air
I can’t breathe
For lovers only inhale
One another.

I spell out your name.
It echoes in me
Unpronounceable message
Flowing from my heart.

I surrender the “I”
“We” becomes one.
——–
Now language is bare of pronouns.

Let the story be written
With verbs
The very soul of every being:
Fragrance.

Share this bread.
Life can only be
Where Love is.
Let music play!

May 22, 2020
(written during quarantine -- day 65)

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Infinitude vazia:
espaço iluminado dentro de mim
onde minh’alma dança com você.
Silêncio é nossa música.

Este ar sólito,
não consigo respirar;
amantes inspiram apenas
um ao outro.

Soletro seu nome.
Ele ecoa em mim
impronunciável mensagem
que flui do coração.

Entrego o “eu”
“Nós” se torna um.
——–
A linguagem agora é desprovida de pronomes.

Permita à história ser escrita
com verbos,
alma própria de cada ser:
fragrância.

Compartilhe este pão.
Vida haverá apenas
onde o Amor é.
Que toque a música!

22 de maio, 2020
(escrito durante a quarentena -- dia 65)


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Quarentena dentro de mim


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Day 15 – Silent Scripture | Escritura silenciosa

🇧🇷
April 01, 2020

Listen!

The silent Scripture
Speaks to us.
It sings the morning,
Darkens and brightens
And showers the moments:
Love flows.

The divine Scripture
Speaks to us.
It flaps its wings and
Swims down deep,
Shaking and cracking the ground
In every heartbeat.

“Feel the Scripture,
Wake up from your sleep,”
Says the Night Flower.
“Cling not to your dreams and
Praise the Truth,
For life expects You.”

Now.


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🇺🇸
01 de abril, 2020

Escute!

A Escritura silenciosa
conversa conosco.
Ela canta a manhã,
escurece e clareia
e inunda os momentos:
o Amor flui.

A Escritura divina
conversa conosco.
Ela bate as asas e
nada no fundo,
sacudindo e quebrando o solo
em cada batida do coração.

“Sinta a Escritura,
desperte de seu sono,”
disse a Flor da Noite.
“Não se apegue aos sonhos e
louve a Verdade,
porque a vida espera Você.”

Agora.


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Quarentena dentro de mim


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Day 10 | Dia 10

Isto também passará.
🇧🇷
Quarantine Within
March 27, 2020

Some sources attribute the Persian proverb “This too shall pass” to Sufi saint Fariduddin Attar. Yesterday I learned from my Master a story many mystiques tell to remind us that “this too shall pass”.

I thought it would be nice to share it, because, you know, this which we are living now… well, “this too shall pass”:

A dervish traveling through the desert finally reached a village. Tired and hungry, he asked a man for food and lodging. Sent to Shakir’s ranch, he found a very hospitable, kind man who not only provided the dervish with what he needed at that moment but also offered him enough supplies for the journey back to the desert.

“Thank God you are a rich man,” said the dervish.

“Don’t be fooled by appearances, for this too shall pass,” responded Shakir.

On his spiritual path, the dervish learned that anything seen, heard, experienced on the journey was to be understood as a lesson and, therefore, subject for contemplation.

One day, back to that same village, the dervish found Shakir dressed in rags working as a servant, along with his family, at a rich man’s home.

“What happened to you, my friend?” asked the dervish.

“A flood left me with no cattle and no house”, Shakir replied.

“I am so sorry you and your family lost everything. But I know God has His reasons for doing everything he does.”

“Sure! But remember: This too shall pass,” said Shakir, smiling peacefully.

The dervish traveled to India and back. Once again at the village where his friend lived, he decided to pay him a visit. But rather than finding Shakir, he found his friend’s grave with an epitaph that read: “This too shall pass”.

Not believing a tombstone could ever change, he visited it every year, until the day he found no more cemetery, no more tombstone, for everything on that land had been washed away by a flood.

Too old to carry on with his journeys, the dervish finally settled down and was constantly visited by people who wanted to learn from his wisdom.

One day, a king, feeling very depressed, sent his servants after the dervish. The monarch expected the wise man to make him a special ring, one which by looking at it would make him feel happy if he was sad, and sad if he was happy.

The dervish designed an emerald ring.

After putting it on his finger the king, who was still depressed, started smiling and then laughing loud. The ring had an engraved text. It read: “This too shall pass”


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🇺🇸
Quarentena dentro de mim
27 de março, 2020

Algumas fontes atribuem o provérbio persa “Isto também passará” ao homem santo sufi Fariduddin Attar. Ontem aprendi com meu mestre uma história que muitos místicos contam para nos lembrar de que “isto também passará”.

Pensei que seria legal compartilhá-la, porque, você sabe, isto que vivemos agora… Bem, “isto também passará”:

Um dervixe que atravessava o deserto finalmente chegou a uma aldeia. Cansado e com fome, ele pediu comida e abrigo a um homem. Este sugeriu que ele fosse à fazenda de Shakir. Ao chegar lá, o dervixe encontrou um homem muito hospitaleiro e gentil, que não somente lhe proporcionou o que ele precisava naquele momento, como também lhe abasteceu com o necessário para a viagem de volta ao deserto.

— Graças a Deus você é um homem rico — disse o dervixe.

— Não se deixe enganar por aparências, porque isto também passará – respondeu Shakir.

Em seu caminho espiritual, o dervixe aprendeu que qualquer coisa vista, ouvida, vivenciada, ao longo da jornada deveria ser compreendida como lição e, portanto, estar sujeita à contemplação.

Um dia, de volta àquela mesma aldeia, o dervixe encontrou Shakir maltrapilho, trabalhando como serviçal, junto com sua família, na casa de um homem rico.

— O que aconteceu com você, meu amigo? — perguntou o dervixe.

— Uma enchente me deixou sem gado e sem casa – respondeu Shakir.

— Eu sinto muito que você e sua família tenham perdido tudo. Mas sei que Deus tem suas razões para fazer tudo o que faz.

— Claro! Mas lembre-se: isto também passará – disse Shakir, sorrindo, tranquilo.

O dervixe viajou para a Índia e voltou. Quando chegou novamente à aldeia onde o amigo vivia, ele decidiu fazer uma visita. No entanto, em vez de encontrar Shakir, ele encontrou a sepultura do amigo com um epitáfio onde estava escrito “isto também passará”.

Sem acreditar que uma lápide pudesse jamais mudar, todo ano ele visitava o túmulo, até um dia não encontrar nem lápide nem cemitério, porque tudo fora levado por uma enchente.

Já muito velho para continuar com suas jornadas, o dervixe finalmente se aquietou. Várias pessoas que queriam aprender com a sabedoria dele passaram a visitá-lo.

Certo dia, um rei, que se sentia muito deprimido, mandou que seus servos buscassem o dervixe. O monarca esperava que o sábio criasse um anel especial, tal que ao olhar para ele se sentiria feliz, se estivesse triste e triste, se estivesse feliz.

O dervixe criou um anel de esmeralda.

Depois de colocá-lo no dedo, o rei, que ainda estava deprimido, começou a sorrir e logo depois, ria feliz. O anel tinha um texto gravado. Estava escrito: “Isto também passará”.


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