Um instante de luz

🇺🇸🇧🇷
Shrī-Yantra
Símbolo da Vida (universal e individual) como incessante interação de opostos cooperativos

O Absoluto contém em si eternidade, energia passiva, e o dinamismo do Tempo, energia ativa. Paraíso e Terra. Antagonistas, porém cooperativas, essas energias são esferas do ser, ambas integrantes da existência. Desdobrado em dualidade, Ele originou o Universo e as criaturas. O mundo, portanto, personifica as polaridades da vida na distinção de elementos, reminiscências individuais d’O Absoluto despedaçado.

Enquanto humanos masculinos personificam energia passiva, as raízes, humanos femininos são energia ativa, o útero. Mas em essência, são um. Ainda que sejamos desenvolvimento temporal e espacial, transcendemos tempo e espaço como manifestações de aspectos antagônicos da existência, O Absoluto.

Repousa no âmago de nosso ser, no receptáculo que é nosso corpo, a Suprema Essência, a partir da qual continuamente expandimos. Apesar de inefável e inconcebível no materialismo humano, energia Divina — unicidade — está em todos nós; Ela é experimentada como Vida dentro do ser e Vida do cosmos. Vida é Amor.

É através do anseio da Vida por si mesma que a Vida surge — o Nirvana são dois espelhos que se encaram. É somente ao alcançar a consciência — quando estamos acordados — que vivenciamos a Unicidade, o Todo em todos nós, compreendendo o processo duplo da criação (e dissolução), e entendendo a verdade: O Absoluto não deve ser partido, dissolvido, desintegrado.

Portanto, através de nosso corpo O Divino se expressa. E uma vez que acordamos do sono da divisão somos capazes de experimentar — compartilhar e receber — o Todo em sua totalidade. Somos tanto vida universal quanto vida individual, uma contínua interação de opostos cooperativos em processo de criação. Luz lampeja através de nós.

Aum Shanti
Que todos os seres existam em Paz, Amor e Vida
Bhuvi ♥︎

Através do anseio da Vida
por si mesma
Vida surge.
Criação é Amor,
um lampejo de Luz
que nos atravessa.

Bhuvi

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O que habita em seu coração?

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Quando Sita, esposa de Rama, foi sequestrada por Ravana, o demônio de dez cabeças, Sugriva, o rei dos símios, permitiu que Rama usasse seu exército em uma expedição para resgatá-la. Hanuman, o poderoso general macaco, filho do vento, que salta grandes distâncias, foi alistado e levou Rama e seu irmão Lakshmana para Lanka. Depois de uma série de batalhas, Sita foi resgatada. O casal retornou a Ayodhya, dando fim a um exílio de quatorze anos, e Rama reclamou seu trono.

Durante a celebração em Ayodhya, o rei Vibhishana ofereceu ao rei Rama um colar de pedras preciosas como sinal de sua devoção. Acreditando que a joia ficaria mais bonita na rainha, Rama sugeriu que Sita recebesse o presente. Ela hesitou um pouco antes de aceitá-lo e então decidiu que o daria ao devoto mais dedicado de Rama, quem nunca foi egoísta enquanto servia ao Mestre. Assim, ela ofereceu a peça a Hanuman.

Depois de aceitar o presente, ele examinou cada pedra do colar antes de descartá-las. Quando foi repreendido e questionado por Vibhishana — Por que jogar fora tão preciosas  e divinas pedras? — Hanuman respondeu:

— Preciosas? Divinas? Examinei cada uma e não vi nem meu Mestre nem minha Rainha nelas. Pedras podem ser preciosas e divinas para você, mas joias em que não vejo meu Amado não são mais que seixos.

— Você está dizendo que qualquer coisa neste mundo em que Rama não está presente é inútil? — perguntou Vibhishana.

— Exatamente. Você tem dúvidas?

— Neste caso, Rama deveria estar em seu corpo, caso contrário, você não deveria mantê-lo.

— De novo você está certo. Em cada tecido, em cada tendão de meu corpo vive o Senhor Rama e minha rainha e Mãe Sita. E se você precisar, eu posso te mostrar que é verdade.

Os céus enviaram luz e Hanuman gritou “Glória ao Deus Rama!”, antes de rasgar e abrir o peito para mostrar ao rei e a todos os convidados que seu coração era o lar do Amor maior, onde o divino habitava.

Quando ele abriu o peito, Hanuman ultrapassou o ego e mostrou quem ele realmente era, no coração, em seu centro. Ele era um homem de devoção, da verdade; ele trazia no coração Amor e virtude.

O milagre é conhecido como o maior sinal de conexão entre mestre e discípulo: Amor puro.

Sri Hanuman, devoto de Sri Rama, avatar de Shiva, discípulo de Surya, deus do sol, é símbolo de força, devoção — exemplo de conexão e Amor — e do poder maior dentro dos seres individuais.

Quem você é não é quem você diz ser, muito menos qualquer coisa que você prende a si. Você é quem você traz no coração. Se você rasgasse e abrisse seu peito, se você fosse para além do ego, quem veríamos lá dentro, no seu coração?

Hanuman abraça Rama
(fonte da imagem: Amazon)

Sua existência é beleza.
Viver quem você é
é ser
absorvido pela essência.

A divindade se expressa
em todos os seres—
a peculiaridade é divina.
Você é uma expressão especial de vida:
energia única.

Somos todos iguais, mas
cada flor faz
um mel de sabor diferente.

Na superfície somos ego—
apego.
No centro somos Amor—
a espinha dorsal, que nos permite estar de pé.

Somos Amor,
a maior energia de criação.
Somos deus.

Se você rasgasse e abrisse seu peito,
como Sri Hanuman,
o que veríamos
dentro de seu coração?


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