The Dance of Flames | A dança das chamas

🇧🇷 🔈
We share our heat
In the cold night.
Lovers who are
the same light.

My heart is your continent,
I’m a traveler in you.
While I dive into your existence,
We dance like flames.

It is the dance of
Light and color.
Heat of love.

Silently burning:
Absolute fire
In paradise.
May all beings find Love and dance in Paradise.
Life, Peace and Love for all
Bhuvi ♥︎ૐ

🔈 🇺🇸
Compartilhamos nosso calor
na noite de frio.
Amantes, somos
a mesma luz.

Meu coração é seu continente,
sou viajante em você.
Enquanto mergulho em sua existência,
dançamos como chamas.

Dança de
Luz e cor.
Calor e amor.

Queima em silêncio:
Fogo Absoluto
no Paraíso.
Que todos os seres encontrem Amor e dancem no Paraíso.
Vida, Paz e Amor para todos os seres
Bhuvi ♥︎ૐ

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When You Found Me | Quando você me encontrou

🇧🇷
I was walking
In my sleep
Had eyes but could not see.

Doors were wide open.
But what good could that be
When my mind
Worked as shackles
Hindering my being?

Then you found me

I was reborn
Inside out,
Saw what cannot be (un)seen,
While hearing the silent tone
Of real Love.

Now that you
Have found me
The sweet taste of life
Impregnated my soul.

In you
I see my heart.
In my heart
I see you.

We dance
Like flames.
May all beings experience real Love
Life and Peace
Aum Shanti, Shanti, Shanti
Bhuvi
♥︎ૐ

🇺🇸
Eu caminhava sonâmbula,
tinha olhos,
mas não conseguia enxergar.

Portas estavam escancaradas.
Mas de que isso adiantaria
quando minha mente
trabalhava como grilhões
a impedir meu Ser?

Então você me encontrou

Eu renasci
de dentro para fora,
vi o que não pode ser (des)visto,
enquanto ouvia a silenciosa melodia
do Amor verdadeiro.

Agora que você
me encontrou,
o doce sabor da vida
impregnou minh’alma.

Em você
vejo meu coração.
Em meu coração
vejo você.

Dançamos
como chamas.
Que todos os seres possam viver o Amor verdadeiro
Vida e Paz
Aum Shanti, Shanti, Shanti
Bhuvi
♥︎ૐ

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Subtle Presence | Presença Sutil

🇧🇷🇺🇸

Only the soul senses
Subtle presence.
Where there are
no boundaries for
one’s end and
the other’s beginning.

You embrace with no arms
Kiss with no lips, and
Speak in silence.

I recite your name.
You flow vibrating
In the rhythm
Of my temple—
Where you dwell.

My soul sings
your subtle presence.
Where we are edgeless:
One loving existence.
Listen…

🇺🇸🇧🇷

Somente a alma sente
a presença sutil.
Onde limites
inexistem entre o
fim de um e
início do outro.

Você envolve sem braços,
beija sem lábios e
fala em silêncio.

Recito seu nome.
Você flui, vibra
no ritmo do meu templo—
sua morada.

Minha alma canta
sua presença sutil.
Onde somos sem margens:
Uma única existência amorosa.

Love, Life, and Peace among all beings
Aum Shanti, Shanti, Shanti
Bhuvi ♥︎ૐ

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Seeker of Truth | Buscadora da verdade

🇺🇸 🇧🇷

Seeker of truth— 

Seeking awareness beyond the ego,
She surrendered to the heart,
Moving closer to
The source of life.
(Real Love
The Absolute:
God within.)

Jumping off the merry-go-round,
She let go of the burden,
Deconstructing patterns:
Behind is graveyard.

(On the highest
Mountains, One
Relearns breathing)

Questioning the present,
She grew to be a child,
Becoming free like a sage:
Ahead is nothing.

(Have you ever asked yourself
Who is looking out
The window of your soul?)

—Now she is free.


🇧🇷🇺🇸

Buscadora da verdade—

Ao buscar a consciência além do ego
ela se entregou ao coração,
aproximando-se
da fonte de vida.
(Verdadeiro Amor
O Absoluto:
Deus interior.)
Ao saltar do carrossel
ela se desapegou do fardo,
desconstruindo padrões:
atrás é cemitério.
(Nas mais altas
montanhas,
reaprende-se a respirar.)
Ao questionar o presente
ela cresceu e se tornou criança,
sendo livre como um sábio:
à frente é nada.
(Você já se perguntou
quem olha para fora,
pela janela de sua alma?)
—Agora ela é livre.

Aum Shanti, Shanti, Shanti
Let there be
Life, Peace, and Love for all beings.
Bhuvi ♥︎

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The Desert | O deserto

English + Portugês

For in the desert,
It is alone and in silence
That I survive.

Otherwise, I might get lost
In strange paths
Following unbelonging steps —
They lure but never inebriate
(Love does).

When the Lion roars
The eyes of my soul are wide open.
I have faith, and
Become the very journey,
The truth, which is sharp
As a razor blade,
The path with no return.

No past.
No future.
No mind.
No concepts.
Just Being.


Porque no deserto,
é sozinho e em silêncio
que o Eu sobrevive.

De outra maneira, o Eu pode se perder
em caminhos estranhos
seguindo passos não pertencentes —
eles seduzem mas não inebriam
(Amor sim).

Quando o Leão ruge
os olhos de minha alma estão bem abertos.
Tenho fé,
E me torno a própria jornada,
a verdade que é afiada
como a lâmina de uma navalha,
o caminho sem retorno.

Sem passado.
Sem futuro.
Sem mente.
Sem conceitos.
Apenas Ser.



Peace, Life, and Love for all beings
Bhuvi ♥︎

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With no Time to Love Himself | Sem tempo para amar a si mesmo


🇧🇷 🇺🇸
Poetry reading 🔈

With no time to love himself
He ended up
Losing himself.

He thought those objects—
Valuable metals in the market—
Were pieces to make up
Power he wanted,
Understanding it
Would bring to life
A perfect him.

Wrong and lost—
He mourned,
Shouting his pain
Disguised in words of command.

Weak and tired—
Little did he know:
Perfection dwelled in him
(as it does in you)
All along.

There came a Spring day.
He could no longer 
Dictate himself 
To be another self,
And traveled back home,
Where lives and Nature 
Are all One.

🇺🇸 🇧🇷
Leitura do poema 🔈

Sem tempo para amar a si mesmo
ele acabou
perdendo a si mesmo.

Pensou que aqueles objetos —
valiosos metais no mercado —
fossem peças para construir 
o poder que ele queria,
pensando que isso daria vida
à sua perfeição.

Equivocado e perdido —
lamentou, gritando sua dor
disfarçada em palavras de ordem.

Fraco e cansado —
mal sabia:
a perfeição tinha morada nele
(assim como em você)
eternamente.

Chegou um dia de primavera.
Ele já não podia ser seu próprio ditador
para se tornar um outro indivíduo,
e viajou de volta para casa,
onde vida e Natureza
são Um.

Poetry Reading | Leitura do poema

Peace, Love, and Life for all beings ૐ 
Bhuvi ♥︎

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Quem é você?

🇺🇸🇧🇷
Afrodite/Vênus agachada ou se banhando
Autor desconhecido
Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro

Você já se olhou no espelho hoje? Imagino que sim. Acordou, lavou o rosto e se viu no armário sobre a pia do banheiro. Talvez tenha conferido rugas ou percebido alguns fios brancos a mais. Avaliou a combinação de cores depois de se vestir, se a camisa para dentro é melhor do que para fora ou se a calça não está muito apertada? É possível que tenha escovado os cabelos e experimentado um penteado diferente, ou ainda, que tenha prendido as madeixas, porque não teve tempo de lavar, secar etc. e tal.

Quando se olhou, você se viu, conseguiu se enxergar? Observou-se? Observar é ultrapassar a camada virtual que criamos; é dissolver a fantasiosa identificação que tem por objetivo atender às expectativas criadas por seu ego ou pelo ego do outro, para o único propósito de… Encaixar-se, caber em um espaço social.

A maneira como você se identifica ao se observar é sua identidade. Nem você nem eu somos um número, seja na estatística, seja na secretaria de segurança pública ou no Detran. Cada um de nós é, na verdade, o que está dentro; somos o que está para além da imagem, para além dos registros.

“Tudo é dito por um observador”, escreveu o cientista chileno Humberto Maturana.

O ser humano é um sistema complexo vivo, o que significa que não é um mecanismo, um sistema com estrutura definitiva. Mais além, somos dinâmicos e, portanto, em nossas interações, estamos em constante mudança — comportamento e estrutura são mutáveis. Consequentemente, é impossível determinar uma conduta adequada, definitiva, para sistemas vivos, em todos os possíveis contextos, porque não podemos prever suas variações.

Dessa maneira, a interação entre seres vivos é um constante aprendizado, uma vez que, deve-se enxergar cada indivíduo em seu meio, em seu tempo e respeitando suas alterações estruturais. Eis o grande desafio daqueles que, apegados a normas, a crenças socialmente construídas, não se conectam com o que é a vida, esse acontecimento dinâmico.

Conectar-se com a vida não é discursar a favor de diversidade, mas sim agir de maneira totalmente desapegada, entendendo que há diversidade dentro da própria diversidade, e a identidade individual de seres não é exatamente aquela que você diz, mas sim aquela que é possível tocar e compreender, uma vez que você ultrapasse a superfície, mergulhando fundo no eu.

Mas se uma pessoa teme conhecer sua própria verdade, por certo não se entregará ao conhecimento da verdade do outro — o mergulho é um ato de coragem — e não será capaz de experimentar o Amor, negará histórias, e construções de existências que lhe cercam, determinando identidades a partir de pré-conceitos, estabelecendo seu próprio conforto e prazer dentro de estagnação e apatia.

Somos históricos: o continuum de nossos ancestrais. Mas somos a história agora — vidas individuais, reeditadas, revistas e ampliadas. Um observador somente poderá falar de um indivíduo se realmente observar, porque é necessário conectar-se e compreender a unicidade da existência, com todas suas peculiaridades.

Apesar de tudo isso ser importante, sobretudo, porque vivemos em comunidade, o essencial é ser seu próprio observador.

Observe-se atentamente e seja capaz de responder: quem é você? Então talvez você possa se conectar, verdadeiramente, com outros seres.

A vida não é competição nem julgamento.
Vida é experiência.

Bhuvi

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Who Are You?

🇧🇷🇺🇸
Aphrodite/Venus crouched or bathing
Unknown artist
Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro

Did you look at yourself in the mirror today? I suppose you did. Perhaps you woke up, washed your face and saw yourself in the mirrored medicine cabinet. Perhaps you checked out wrinkles or found out some brand new white hair. Have you analyzed the colors and how they match after you got dressed? Or maybe tried to figure out whether to tuck in your shirt? You might have combed your hair and tried to tie it up in a different way or just made a ponytail because you didn’t have time to wash, dry, etc., etc.

When you looked at yourself, did you see yourself? Could you actually see your self? Did you observe? To observe is to go further past the virtual layer we create; it is to dissolve the unreal identity which meets expectations ego creates—ours and the others’—for the sheer purpose of… Fitting in a specific social space.

The way you identify yourself while watching your self is your identity. We are not ID numbers nor are we statistics. In reality, each one of us is the inside; we are whatever is beyond the image, beyond records.

“Everything is said by an observer,” wrote Chilean scientist Humberto Maturana.

The human being is a living complex system, which means humans are not mechanisms or systems with fixed structures. Moreover, we are dynamic and, therefore, in our interactions we constantly change—behavior and structure are mutable. Consequently, it is impossible to determine an adequate, permanent conduct for living systems in every possible context, because we cannot predict variations.

And thus interactions between living beings are endless learning processes as we must see individuals in their own environment, in their own time, by respecting their structural changes. Which is a great challenge for those who, clung to norms—socially constructed beliefs—do not connect with what life is: dynamic happenings.

Connecting with life does not mean to speak for diversity, but rather to act detached, understanding there is diversity within diversity itself, and that individual identities are not exactly what you name. Identity is that which you can touch and understand, once you go past the surface, diving deep into the I.

However, if one fears one’s truth, one most certainly will not surrender oneself to learning the others’ truths—diving is an act of courage—and, therefore, will not experience Love. While lacking Love, one denies history and builds existences by settling identities from one’s own prejudice, establishing one’s own comfort and pleasure within stagnation and apathy.

We are historical: our ancestors’ continuum. But we are history now—individual, reedited, updated, and expanded lives. Only by really observing can an observer speak about individuals, for it takes connection and learning the oneness, and yet peculiarity, of existences.

Although this is all very important mainly because we live in community, most of all, one must be one’s own observer.

Watch yourself mindfully and you shall be able to answer the question: Who are you? Then you might be able to truly connect with other beings.

Life is no competition nor trial.
Life is experience.

Bhuvi

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Um instante de luz

🇺🇸🇧🇷
Shrī-Yantra
Símbolo da Vida (universal e individual) como incessante interação de opostos cooperativos

O Absoluto contém em si eternidade, energia passiva, e o dinamismo do Tempo, energia ativa. Paraíso e Terra. Antagonistas, porém cooperativas, essas energias são esferas do ser, ambas integrantes da existência. Desdobrado em dualidade, Ele originou o Universo e as criaturas. O mundo, portanto, personifica as polaridades da vida na distinção de elementos, reminiscências individuais d’O Absoluto despedaçado.

Enquanto humanos masculinos personificam energia passiva, as raízes, humanos femininos são energia ativa, o útero. Mas em essência, são um. Ainda que sejamos desenvolvimento temporal e espacial, transcendemos tempo e espaço como manifestações de aspectos antagônicos da existência, O Absoluto.

Repousa no âmago de nosso ser, no receptáculo que é nosso corpo, a Suprema Essência, a partir da qual continuamente expandimos. Apesar de inefável e inconcebível no materialismo humano, energia Divina — unicidade — está em todos nós; Ela é experimentada como Vida dentro do ser e Vida do cosmos. Vida é Amor.

É através do anseio da Vida por si mesma que a Vida surge — o Nirvana são dois espelhos que se encaram. É somente ao alcançar a consciência — quando estamos acordados — que vivenciamos a Unicidade, o Todo em todos nós, compreendendo o processo duplo da criação (e dissolução), e entendendo a verdade: O Absoluto não deve ser partido, dissolvido, desintegrado.

Portanto, através de nosso corpo O Divino se expressa. E uma vez que acordamos do sono da divisão somos capazes de experimentar — compartilhar e receber — o Todo em sua totalidade. Somos tanto vida universal quanto vida individual, uma contínua interação de opostos cooperativos em processo de criação. Luz lampeja através de nós.

Aum Shanti
Que todos os seres existam em Paz, Amor e Vida
Bhuvi ♥︎

Através do anseio da Vida
por si mesma
Vida surge.
Criação é Amor,
um lampejo de Luz
que nos atravessa.

Bhuvi

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A Flash of Light

🇧🇷🇺🇸
Shrī-Yantra
Symbol of Life (universal and individual) as incessant interaction of cooperating opposites

The Absolute contains in itself eternity, passive energy, and dynamism of Time, active energy. Heaven and Earth. Antagonists, yet cooperative, such energies are spheres of being, both within existence. Unfolded into duality It originated the Universe and creatures. The world, therefore, personifies life polarities into distinctions of elements, individual reminiscences of The Absolute broken to smithereens.

As male humans personify passive energy, the roots, female humans are activating energy, the womb. But in essence they are one. While we are temporal and spatial development, we transcend time and space as manifestations of antagonistic aspects of existence, The Absolute.

Resting in the core of our being, in the vessels which our bodies are, is the Highest Essence from which we continuously expand. Although ineffable and inconceivable in human materialism, Divine energy — wholeness — is in all of us; It is experienced as Life within the being and Life of the Cosmos. Life is Love.

From Life’s longing for itself Life comes through—Nirvana is two mirrors staring at each other. It is only by achieving consciousness—being awake—that we experience Oneness, the All in all of us, comprehending the twofold process of creation (and dissolution), and understanding the true: The Absolute is not to be split, dissolved, disintegrated.

Therefore, through our bodies The Divine expresses itself. And once we wake up from the sleep of partition we are able to experience—share and receive—All in its totality. We are both universal life and individual life, a continuous interaction of cooperative opposites in creation process. Light flashes through us.

Aum Shanti
May all beings exist in Peach, Love and Life
Bhuvi ♥︎

From Life’s longing
for itself
Life comes through.
Creation is Love,
Light flashing through us.

Bhuvi

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