🇧🇷
March 17, 2020
Day 1

Here in Brazil, last Monday they decided people should quarantine themselves. I had planned a silent retreat away, but it has been canceled, as every event which meant people being together. So, not able to be outside, I decided to step into myself in what I dubbed “Quarantine Within”. Or simply enjoying the moment, transforming negative into positive.

I started off by preparing the apartment — my temple — dusting and sweeping and cleaning and doing the laundry… Then I put up on the wall three questions:
Who am I?
Do I really have to do this?
Do I really have to say this?
Letting them echo in me, in my heart: Inquiry questions to carry around with me as long as I breathe.

It was afternoon when I sat in my rocking chair and let silence embrace me. Suddenly I felt my head heavy and dozed off for what seemed to be seconds and had this kind of dream in which I was a worker at a carnival and responsible for the Ferris Wheel. The sun was setting and I was talking to someone who seemed to be myself.

“The Wheel needs to stop. Who’s stopping it?” I said.

At that point I was starting to wake up and felt really confused not knowing whether that was real or just a dream — as if I did work at a carnival! As if I did get a job! I was totally confused:

“You are in control. You have to stop it,” I told myself before realizing my body sitting in the chair, meditating.

Latter on I did a self-inquiry meditation session listening to Sri Ramana Maharshi’s teachings. While I still need to meditate more on that, I gathered some thoughts:
The world as each one sees it is a projection of the mind. We build it through social constructs, rules we abide to, dichotomies — language created by the mind — and therefore, we create “personas”: individuals you come to learn about through (“per”) words, sounds, or what is said (“sonus”) about them. And as such, we are unreal. Because existence is one; it is Universe. That is reality. The real “I” is silence, emptiness; it simply is. “I” is beyond material body.

On the path I become real, I find my Self while dropping everything hung on to my being in order to build this character in a play.

Who am I?
Do I really have to do this?
Do I really have to say this?
Are questions capable of stopping the Ferris Wheel.

Now:
It is time for some meditation.
Now is always the time.

Rio de Janeiro,
ca. 5:30 pm 
Click here to read Day 2

🇺🇸
17 de março, 2020
Dia 1

Segunda-feira passada, foi decidido aqui no Brasil que as pessoas deveriam se isolar em quarentena. Eu havia planejado ir a um retiro de silêncio, mas ele foi cancelado, como todos os eventos onde haveria aglomeração de pessoas. Então, sem poder ficar lá fora, decidi entrar em mim mesma, no que apelidei “Quarentena em mim”. Ou simplesmente resolvi aproveitar o momento e transformar negativo em positivo.

Comecei preparando o apartamento — meu templo — tirei poeira e varri e limpei e lavei roupa… Então preguei à parede três perguntas:
Quem sou eu?
Eu realmente preciso fazer isso?
Eu realmente preciso dizer isso?
Deixei que elas ecoassem em mim, no meu coração: questionamentos para carregar por aí, comigo, enquanto eu respirar.

De tarde, sentei em minha cadeira de balanço e deixei o silêncio me envolver. De repente senti minha cabeça pesada, cochilei por, aparentemente, alguns segundos e tive uma espécie de sonho no qual eu trabalhava em um parque de diversão e era responsável pela roda gigante. Era pôr do sol e eu falava com alguém que parecia ser eu mesma.

“A roda precisa parar. Quem vai pará-la?” eu disse.

Nesse momento eu comecei a acordar e me senti bastante confusa sem saber se aquilo era real ou apenas um sonho — como se eu trabalhasse em um parque de diversão! Como se eu tivesse um emprego! Eu estava completamente confusa:

“Você está no controle. Você precisa pará-la,” eu disse para mim mesma antes de perceber meu corpo sentado na cadeira, meditando.

Mais tarde fiz uma sessão de meditação por autoindagação, ouvindo aos ensinamentos de Sri Ramana Maharshi. Ainda que eu precise meditar mais sobre isso, consegui reunir alguns pensamentos: o mundo como cada um o enxerga é uma projeção da mente. Nós o construímos por meio de construções sociais, regras que seguimos, dicotomias — a linguagem criada pela mente — e, portanto, criamos “personas”: indivíduos que você passa a conhecer através (“per”) de palavras, sons ou o que é dito (“sonus”) sobre eles. Dessa maneira, somos irreais. Porque existência é uma só; é Universal. Isso é realidade. O verdadeiro “eu” é silêncio, vazio; simplesmente é. “Eu” existe além do corpo material.

No caminho eu me torno real, eu encontro meu Self (meu Eu) quando me desapego de tudo o que colei ao meu ser a fim de construir um personagem para uma peça de teatro.

Quem sou eu?
Eu realmente preciso fazer isso?
Eu realmente preciso dizer isso?
São perguntas capazes de parar a roda gigante.

Agora:
É hora de meditar.
Agora é sempre a hora.

Rio de Janeiro,
ca. 17:30 
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3 thoughts on “Day 1 | Dia 1

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