Day 12 – It is time… | É hora…

March 29, 2020
It is time you die,
I heard.
Then I undressed myself
And got ready
To be reborn.

É hora de você morrer,
eu ouvi.
Então me despi
e fiquei pronta
para renascer.

Day 10 | Dia 10

Isto também passará.
🇧🇷
Quarantine Within
March 27, 2020

Some sources attribute the Persian proverb “This too shall pass” to Sufi saint Fariduddin Attar. Yesterday I learned from my Master a story many mystiques tell to remind us that “this too shall pass”.

I thought it would be nice to share it, because, you know, this which we are living now… well, “this too shall pass”:

A dervish traveling through the desert finally reached a village. Tired and hungry, he asked a man for food and lodging. Sent to Shakir’s ranch, he found a very hospitable, kind man who not only provided the dervish with what he needed at that moment but also offered him enough supplies for the journey back to the desert.

“Thank God you are a rich man,” said the dervish.

“Don’t be fooled by appearances, for this too shall pass,” responded Shakir.

On his spiritual path, the dervish learned that anything seen, heard, experienced on the journey was to be understood as a lesson and, therefore, subject for contemplation.

One day, back to that same village, the dervish found Shakir dressed in rags working as a servant, along with his family, at a rich man’s home.

“What happened to you, my friend?” asked the dervish.

“A flood left me with no cattle and no house”, Shakir replied.

“I am so sorry you and your family lost everything. But I know God has His reasons for doing everything he does.”

“Sure! But remember: This too shall pass,” said Shakir, smiling peacefully.

The dervish traveled to India and back. Once again at the village where his friend lived, he decided to pay him a visit. But rather than finding Shakir, he found his friend’s grave with an epitaph that read: “This too shall pass”.

Not believing a tombstone could ever change, he visited it every year, until the day he found no more cemetery, no more tombstone, for everything on that land had been washed away by a flood.

Too old to carry on with his journeys, the dervish finally settled down and was constantly visited by people who wanted to learn from his wisdom.

One day, a king, feeling very depressed, sent his servants after the dervish. The monarch expected the wise man to make him a special ring, one which by looking at it would make him feel happy if he was sad, and sad if he was happy.

The dervish designed an emerald ring.

After putting it on his finger the king, who was still depressed, started smiling and then laughing loud. The ring had an engraved text. It read: “This too shall pass”


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Day 6


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🇺🇸
Quarentena dentro de mim
27 de março, 2020

Algumas fontes atribuem o provérbio persa “Isto também passará” ao homem santo sufi Fariduddin Attar. Ontem aprendi com meu mestre uma história que muitos místicos contam para nos lembrar de que “isto também passará”.

Pensei que seria legal compartilhá-la, porque, você sabe, isto que vivemos agora… Bem, “isto também passará”:

Um dervixe que atravessava o deserto finalmente chegou a uma aldeia. Cansado e com fome, ele pediu comida e abrigo a um homem. Este sugeriu que ele fosse à fazenda de Shakir. Ao chegar lá, o dervixe encontrou um homem muito hospitaleiro e gentil, que não somente lhe proporcionou o que ele precisava naquele momento, como também lhe abasteceu com o necessário para a viagem de volta ao deserto.

— Graças a Deus você é um homem rico — disse o dervixe.

— Não se deixe enganar por aparências, porque isto também passará – respondeu Shakir.

Em seu caminho espiritual, o dervixe aprendeu que qualquer coisa vista, ouvida, vivenciada, ao longo da jornada deveria ser compreendida como lição e, portanto, estar sujeita à contemplação.

Um dia, de volta àquela mesma aldeia, o dervixe encontrou Shakir maltrapilho, trabalhando como serviçal, junto com sua família, na casa de um homem rico.

— O que aconteceu com você, meu amigo? — perguntou o dervixe.

— Uma enchente me deixou sem gado e sem casa – respondeu Shakir.

— Eu sinto muito que você e sua família tenham perdido tudo. Mas sei que Deus tem suas razões para fazer tudo o que faz.

— Claro! Mas lembre-se: isto também passará – disse Shakir, sorrindo, tranquilo.

O dervixe viajou para a Índia e voltou. Quando chegou novamente à aldeia onde o amigo vivia, ele decidiu fazer uma visita. No entanto, em vez de encontrar Shakir, ele encontrou a sepultura do amigo com um epitáfio onde estava escrito “isto também passará”.

Sem acreditar que uma lápide pudesse jamais mudar, todo ano ele visitava o túmulo, até um dia não encontrar nem lápide nem cemitério, porque tudo fora levado por uma enchente.

Já muito velho para continuar com suas jornadas, o dervixe finalmente se aquietou. Várias pessoas que queriam aprender com a sabedoria dele passaram a visitá-lo.

Certo dia, um rei, que se sentia muito deprimido, mandou que seus servos buscassem o dervixe. O monarca esperava que o sábio criasse um anel especial, tal que ao olhar para ele se sentiria feliz, se estivesse triste e triste, se estivesse feliz.

O dervixe criou um anel de esmeralda.

Depois de colocá-lo no dedo, o rei, que ainda estava deprimido, começou a sorrir e logo depois, ria feliz. O anel tinha um texto gravado. Estava escrito: “Isto também passará”.


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Dia 6


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Day 6 | Dia 6 – Kundalini

Energy is spiritual force, light, heat, dynamism; it is life.

Energia é força espiritual, luz, calor, dinamismo; é vida.
🇧🇷
Quarantine Within
March 23, 2020

Your inner being is nothing but the inner sky. Clouds come and go, planets are born and disappear, stars arise and die, and the inner sky remains the same, untouched, untarnished, unscarred.
— Osho

In the beginning there is effort, until we reach an effortless state of being. Some techniques were created to help us throughout the path. Kundalini meditation has the power of shaking (literally!) us up so the energy moves and we can get rid of the excess. One can understand it as a method to align, tone oneself, before sitting in silence is actually achievable. As such, Kundalini meditation is, in fact, a preparation for meditation itself.

Be playful, have fun, loose yourself. And as “hurrying causes delay,” take your time, be patient and you will soon feel the powerful results of meditation. It transforms!

Kundalini Meditation:
Make yourself room for shaking and dancing and sitting and lying down. This technique is divided into four stages of 15 minutes each.
Start standing. Feel your feet touch the ground. Take a moment to relax your shoulders and loose your arms. Feel your legs relaxed too. Take notice of your spine.
During first stage you allow your body to shake as you feel the energy coming through your feet. Notice how your spine moves up and down. Don’t force the shaking, simply allow it to happen in the rhythm of the music. During second stage you dance to another music. Again, let it happen, don’t force it; your body should move freely. Stages one and two are better experienced with eyes closed. As the music changes and you enter third stage, remain still, eyes closed, either standing or sitting, and feel the energy that moves in you. Notice what goes on in your body. When the music ceases lie down, eyes closed, and remain still, completely surrendered — in fourth stage you enjoy silence — until a bell indicates the session is over.

Remember it is not a workout, so do not force your body, but rather, surrender it to the energy that moves it. Wait and feel; that is meditation.

May all beings feel energy of life and consciousness.
Hari Om

Note: There is information about Kundalini and other meditations, as well as the related musics, on osho.com.


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Day 5


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🇺🇸
Quarentena dentro de mim
23 de março, 2020

O seu ser interior nada mais é que o céu interior. Nuvens vêm e vão, planetas nascem e desaparecem, estrelas surgem e morrem, e o céu interior permanece o mesmo, intocável, imaculado, sem marcas.
—Osho

No princípio há esforço, até alcançarmos o estado de ser do não esforço. Algumas técnicas foram desenvolvidas para nos ajudar ao longo da jornada. A meditação Kundalini tem o poder de nos sacudir (literalmente!), para que a energia se movimente e possamos nos livrar do excesso. Pode-se pensar nela como método para se alinhar, modular-se antes que sentar em silêncio possa ser realmente possível. Dessa maneira, a meditação Kundalini é, na verdade, uma preparação para a meditação, propriamente dita.

Brinque, divirta-se, solte-se. E porque “apressar-se leva ao atraso”, vá com calma, seja paciente e logo você sentirá os poderosos resultados da meditação. Ela transforma!

Meditação Kundalini:
Organize espaço para você sacudir e dançar e sentar e deitar. Essa técnica é dividida em quatro etapas de 15 minutos cada.
Comece de pé. Sinta seus pés tocarem o solo. Aproveite o momento para relaxar seus ombros e soltar os braços. Sinta as pernas relaxadas também. Observe sua coluna.
Durante a primeira etapa, deixe seu corpo sacudir enquanto sente a energia que entra pelos pés. Observe como sua coluna se movimenta para cima e para baixo. Não force o movimento, apenas permita que aconteça no ritmo da música. Durante a segunda etapa, dance ao som de outra música. Novamente, deixe que aconteça, não force; seu corpo deve se movimentar livremente. A experiência das etapas um e dois é melhor de olhos fechados. Quando a música mudar e você então entrar na terceira etapa, permaneça imóvel, de olhos fechados, em pé ou sentado, e sinta a energia que se movimenta em você. Observe o que está acontecendo em seu corpo. Quando a música parar, deite-se de olhos fechados e permaneça imóvel, completamente entregue — na quarta etapa você curte o silêncio –, até um sino indicar que a sessão acabou.

Lembre-se de que não se trata de exercício físico, então não force o corpo, mas deixe-o entregue à energia que o move. Espere e sinta; isso é meditação.

Que todos os seres possam sentir energia de vida e consciência.
Hari Om

Nota: Há informação sobre a Kundalini e outras meditações, assim como as músicas relacionadas, em osho.com.


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Day 5 | Dia 5 – Vipassana

🇧🇷
Day 5
Quarantine Within
March 21, 2020

And when all your efforts suddenly drop, meditation is there – the benediction of it, the blessedness of it, the glory of it (…) — Osho

Vipassana meditation

It is one of the most ancient meditation techniques, having been practiced by the Buddha, and taught as “universal remedy for universal ills”. It is still a meditation of choice for contemporary seekers regardless of their religions and life philosophies. 

The word vipassana means “special seeing” or “insight”. Through self-observation you reach self-transformation.

There are three ways of doing vipassana:
1. Belly breathing: observe as your belly goes up and down when you breathe.
2. Chest breathing: observe the air on your nostrils as it comes in and out during breathing.
3. Awareness of your actions: observe your body, your mind, your heart. Be alert noticing every action from its beginning, through development, and how it ends.

Sitting:
Find a comfortable position, one that keeps you alert (for that reason lying in bed is not suggested). Maintain your spine and head straight, your shoulders relaxed, and your eyes gently closed. Sit during 40 to 60 minutes. Your main objective is to focus on either your breathing or your actions. If any thoughts come to mind, notice them (just don’t feed them), and then get back to your main goal – it might happen many times, and it is okay, just remember to get back to your objective; you will notice that as you practice your mind drifts away less and less. It is observation without identification that is important, i.e., you watch and notice; however, no questions and problems should puzzle you, they are only mysteries to be enjoyed and solved when the right moment comes.

Vipassana walk:
This is about walking slowly and with awareness.
Indoors or outdoors walk for 20 or 30 minutes in circles or in a line, back and forth, 10 or 15 steps in each direction. Maintain your eyes lowered a few steps ahead of you. Your goal during this walk is to focus on how each foot is in contact with the ground when touching it.
As usual during meditation, if thoughts arise, notice but do not identify yourself with them. Then return focus to your feet. Some people do vipassana walk freely in nature.

I added sitting vipassana meditation into my quarantine schedule, joining my Master and friends in individual but yet connected practice.

My schedule:
7:30 am Vipassana (50 minutes)
8:20 am Om Mani Padme Hum chanting (108 cycles); Hanuman Chalisa chanting; feeling the energy in silent sitting.
12:00 (ca.) Cooking meditation listening to my Master.
5:30 pm Kundalini Meditation
20:30 (ca.) Om Mani Padme Hum chanting (108 cycles); Hanuman Chalisa chanting; feeling the energy in silent sitting.
(But since it is not carved on stone, it can change!)

In the next post I will write about Kundalini Meditation.

Vipassana is pure essence!
May all beings connect with their nature, find happiness and peace.


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🇺🇸
Dia 5
Quarentena dentro de mim
March 21, 2020

“E quando todos seus esforços de repente acabarem, aí está a meditação – a bênção, a bem-aventurança, a glória dela (…) — Osho

Meditação vipassana

É uma das mais antigas técnicas de meditação. O Buda a praticava e a ensinava como “o remédio universal para doenças universais”. Ainda é a escolha de meditação para buscadores contemporâneos, independentemente de religião e filosofia de vida.

A palavra vipassana significa “visão especial” ou “vislumbre”. Através de auto-observação você alcança a autotransformação.

Há três maneiras de praticar meditação vipassana:
1. Respirar na barriga: observe sua barriga subir e descer durante a respiração diafragmática.
2. Respirar no peito: observe o ar em suas narinas enquanto ele entra e sai durante a respiração pulmonar.
3. Atenção a suas ações: observe seu corpo, sua mente, seu coração. Esteja alerta, observando todas as ações desde o início, durante elas e até o fim.

Sentar:
Encontre uma posição confortável, em que você permaneça alerta (por isso deitar na cama não é recomendável). Mantenha a coluna e a cabeça retas, os ombros relaxados e feche os olhos com delicadeza. Sente-se durante 40 ou 60 minutos. Seu objetivo principal é manter o foco ou na respiração ou em suas ações. Se pensamentos vierem à mente, observe-os (mas não os alimente), e então volte ao seu objetivo — pode ser que isso ocorra várias vezes, e tudo bem, apenas lembre-se de retomar o foco; você notará que quanto mais pratica menos sua mente devaneia. O importante aqui é observação sem identificação, ou seja, você assiste e observa; no entanto, nem perguntas nem problemas devem incomodar; eles são mistérios para você aproveitar e solucionar quando for o momento certo.

Caminhada em vipassana:
Esta é uma caminhada lenta com atenção plena.
Dentro de um ambiente ou do lado de fora, ande por 20 ou 30 minutos em círculos ou em linha reta, indo e voltando, 10 ou 15 passos em cada direção. Mantenha os olhos abaixados, olhando um pouco à frente. Seu objetivo durante a caminhada é manter o foco em como cada pé entra em contato com o solo quando o toca.
Como sempre durante a meditação, se pensamentos surgirem, observe-os sem se identificar e então volte o foco para seus pés. Algumas pessoas praticam a caminhada em vipassana livremente na natureza.

Acrescentei a meditação vipassana sentada a minha rotina de retiro-quarentena, para me juntar ao Mestre e amigos em uma prática individual, mas conectada.

Minha rotina:
7:30 Vipassana (50 minutos)
8:20 Entoar Om Mani Padme Hum (108 ciclos); entoar Hanuman Chalisa; sentir a energia sentada em silêncio.
12:00 (aproximadamente) Meditação ao cozinhar ouvindo o Mestre.
17:30 Meditação Kundalini
20:30 (aproximadamente) Entoar Om Mani Padme Hum (108 ciclos); entoar Hanuman Chalisa; sentir a energia sentada em silêncio.
(Mas como não está gravada em pedra, ela pode mudar!)

No próximo post escreverei sobre a meditação Kundalini.

Vipassana é pura essência!
Que todos os seres se conectem com sua natureza, e encontrem felicidade e paz.


Dia 4
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Day 4 | Dia 4

🇧🇷
Quarantine Within
March 20, 2020

It is not enough to think you have a soul; you have to realize it. I learned that from my Master.

Realize: to conceive as real; to be fully aware. When you awake and realize you are not that body but rather the energy that moves it, you also realize that any being is beyond what you see. Therefore, there will be no room for judgments, and you will be able to feel what shines in you, and in other beings. You will touch the real.

Every heart shines like the sun. And the sun shines on everyone. Even when there are clouds in the sky, the sun is shining.

This is a pic from last week when I meditated by the ocean. I’m sending out my Love through it.

We are like the ocean: on the surface, agitated, but deep down there is only silence. I also learned that from my Master.

When we dive deep into ourselves, we reach our heart, where there is silence, where there is Love. And that is real – nothing disturbs it. Love, soul, godliness, call it as you may, but the most important thing is to never ignore that we are all the same once we pass through the waves — ego, power games, material desires — we are oceans of endless Love.

Once we realize that, we can all connect in a deeper level, noticing the light in every heart.

To meditate is to reach the individual silent space; it is to be in touch with the true Self, noticing the energy and going beyond the body. So, “die before you die”. Let go of your mind, your body, the material world surrounding you, and step into the moment, dive into your Self, and feel your silent soul.

May all the beings find peace and silence!

Other meditations I’ve done today:

Dance and Chant Meditation:
1. Open up room so you can move around freely without hurting yourself bumping into furniture.
2. Set up a playlist with your favorite chants – devotional, rock’n’roll, folk music, any song you really enjoy.
3. Gently close your eyes, relax your shoulders, let your arms fall beside your body, feel your legs light and loose.
4. Hit “Play” and allow the music to touch you deep inside, making you move and chant freely. Don’t control yourself! Just live the moment. The Now! Let it be!

Cooking Meditation:
1. Plan your menu, check if you have everything needed.
2. Now start preparing your meal! Focus on your gratitude and be aware of every movement you do. There is no need to rush. Enjoy the moment.
3. I practice cooking meditation daily at lunchtime, listening to my Master. But it can be done at any time, of course; and it is also effective when we do it in complete silence.

Today’s menu:
Eggplant with onion and garlic; broccolis with garlic and chickpeas; sweet potato; orange and watercress juice.

Rio de Janeiro, (ca.) 9:30 pm

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Day 3


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🇺🇸
Quarentena dentro de mim
20 de março, 2020

Não é suficiente pensar que você tem uma alma; você precisa realizá-la. Aprendi isso com meu Mestre.

Realizar: conceber como real, de forma nítida; dar-se conta. Quando você desperta e se dá conta de que não é esse corpo, mas sim a energia que o move, você também se dá conta de que qualquer ser está além daquilo que você vê. Portanto, não haverá espaço para julgamentos, e você será capaz de sentir o que brilha em si e em outros seres. Tocará o real.

Todos os corações brilham como o sol. E o sol brilha para todas as pessoas. Mesmo quando há nuvens no céu, o sol brilha.

Esta é uma foto da semana passada, quando meditei perto do oceano. Através dela, envio meu Amor.

Somos como o oceano: na superfície, agitados, mas lá no fundo há apenas silêncio. Também aprendi isso com meu Mestre.

Quando mergulhamos fundo em nós mesmos, alcançamos o coração, onde há silêncio, onde há Amor. Isso é real — nada perturba isso. Amor, alma, divindade, chame como quiser, mas o mais importante é jamais ignorar que somos iguais, uma vez que atravessamos as ondas — ego, jogos de poder, desejos materiais —; somos oceanos de infinito Amor.

Quando nos damos conta disso, conseguimos nos conectar em um nível mais profundo, observando a luz em todos os corações.

Meditar é alcançar o espaço silencioso individual, é estar em contato com o verdadeiro Eu, observando a energia e indo além do corpo. Portanto, “morra antes de morrer”. Desapegue-se da mente, do corpo, do mundo material ao redor, e entre no momento, mergulhe em seu Eu e sinta sua alma silenciosa.

Que todos os seres possam encontrar paz e silêncio!

Outras meditações de hoje:

Meditação da dança e do canto:
1. Abra espaço para se movimentar livremente sem se machucar esbarrando na mobília.
2. Prepare uma playlist com suas canções prediletas – devocionais, rock’n’roll, música caipira, qualquer uma de que você realmente goste.
3. Feche os olhos com delicadeza, relaxe os ombros, deixe os braços soltos ao lado do corpo, sinta as pernas leves e soltas.
4. Aperte o “Play” e permita que a música toque você por dentro e faça com que se movimente e cante livremente. Não se controle! Simplesmente viva o momento. O agora! Deixe ser!

Meditação ao cozinhar:
1. Planeje seu cardápio, verifique se tem tudo de que precisa.
2. Agora comece a preparer a refeição! Mantenha o foco em sua gratidão e estaja atento a todos seus movimentos. Não há necessidade de se apressar. Aproveite o momento.
Pratico meditação ao cozinhar diariamente na hora do almoço, enquanto escuto meu Mestre. Mas pode ser a qualquer hora, obviamente, e também é eficiente quando fazemos isso em silêncio total.

Cardápio de hoje:
Berinjela com cebola e alho; brócolis alho e grão-de-bico; batata doce; suco de laranja e agrião.

Rio de Janeiro, 21:30 (aproximadamente)

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Day 3 | Dia 3

🇧🇷
Quarantine Within
March 19, 2020

It was a beautiful day. Outside and inside.

It started with a simple meditation I have been doing at 6 am and 6 pm (circa):
1. Sit comfortably, straight spine, relaxed shoulders, gently close your eyes.
2. Take a deep breath and concentrate on the air and its route inside your body. Feel it as it touches you inside.
Relaxed and focused I did a japa 108 cycle of Om Mani Padme Hum, with Deva Premal and The Gyuto Monks of Tibet (available on Spotify), and then chanted Hanuman Chalisa, with Krishna Das (also available on Spotify).

Note:
“Japa” refers to meditative repetition. It can be done in a soft voice, as to be heard by the meditator, or mentally. It is a practice in some traditions such as Hinduism, Buddhism, Sikhism and considered very effective as you contemplate on the meaning of the mantra you chant or on the name of the deity you repeat. Japa-mala is the rosary used to count repetitions. It is believed that the vibration of your repetitions are spread, being of benefit to all being around you.
Imagine if everybody in the world stopped doing whatever they were doing at the same time and chanted?

These days I have been particularly concerned about homeless people. How are they dealing with Coronavirus? What if they get sick? I went out for a walk so I could check on some people and see if I could be of any help. I only saw one of the people who live around here. She was sleeping, so I did not bother her.
I think we should all take care of the people who might not have someone to take care of them. Food, drink, whatever they need. Just stop by and offer your heart, listening to the need they might express. Sometimes they just want someone to talk to.

Side note — it looks like poetry!
A man was standing at a corner handing out roses.

Today we had a visitor!
In the afternoon, I was writing and my two cats were sitting with me. Clarice suddenly ran into the bedroom followed by Virginia. (They say cats can run 50 kph. I don’t know if it’s true!) I went after them (much slower!) to check what was going on and… Surprise! Our visitor was flying around like crazy. It then went to the living room and overflew my working area, which is close to the window.

I have no clue what kind of bird that was; I have never been fond of them. In fact, I have always panicked in their presence — for some mysterious reason I am the person I know whose home has been more visited by birds.

Since I am not speaking, I repeated in my mind: “Bird, you have to leave now. Clarice and Virginia will catch you and I do not wish you that. Let’s all calm down.” It seemed to have worked. The bird flew to the fanlight. Although it does not open very wide, it did offer safe escape from the cat which was at the window trying to catch the bird.

I guess I have faced and overcome my fear. Jai!

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Quarentena dentro de mim
March 19, 2020

Foi um dia bonito. Dentro e do lado de fora.

Comecei com uma simples meditação, que tenho feito às 6 e às 18h (aproximadamente):
1. Sente-se confortavelmente, coluna ereta, ombros relaxados, feche os olhos com delicadeza.
2. Respire fundo e se concentre no ar e no caminho que ele faz dentro de seu corpo. Sinta-o, enquanto ele te toca por dentro.
Relaxada e concentrada, fiz um japa de 108 ciclos do mantra Om Mani Padme Hum, com Deva Premal e The Gyuto Monks of Tibet (disponível no Spotify). Em seguida, entoei o Hanuman Chalisa, com Krishna Das (também disponível no Spotify).

Observação:
“Japa” é repetição meditativa. Pode ser feita com uma voz suave, para ser ouvida por quem está meditando, ou mentalmente. É uma prática de algumas tradições como hinduísmo, budismo, siquismo considerada muito eficiente, quando você contempla o significado do mantra que entoa ou o nome da divindade que repete. Japa-mala é o rosário usado para contar as repetições. Acredita-se que a vibração de suas repetições se espalham, beneficiando todos os seres ao redor.
Imagina se todas as pessoas no mundo parassem o que estivessem fazendo ao mesmo tempo e entoassem um mantra?

Esses dias eu tenho me preocupado especialmente com pessoas em situação de rua. Como lidam com o coronavírus? E se adoecerem? Saí para uma caminhada, assim poderia verificar como estão algumas pessoas e ver se eu poderia ajudar de alguma forma. Vi somente uma das que moram por aqui. Ela estava dormindo, então não a incomodei.
Penso que deveríamos todos e todas cuidar de pessoas que talvez não tenham quem cuide delas. Alimento, bebida, qualquer coisa que precisem. Basta aproximar-se e oferecer seu coração, ouvir as necessidades que possam expressar. Algumas vezes, querem apenas alguém com quem conversar.

Nota à parte — parece poesia!
Um homem estava em pé, em uma esquina, distribuindo rosas.

Hoje recebemos uma visita!
À tarde, eu estava escrevendo e meus gatos sentados comigo. Clarice de repente correu para o quarto e Virginia atrás dela. (Dizem que gatos conseguem correr a 50 km/h. Não sei se é verdade!) Fui atrás delas (bem mais devagar!) para verificar o que estava acontecendo e… Supresa! Nossa visita voava pelo quarto como louca. Então foi para a sala e sobrevoou minha área de trabalho, que fica próxima à janela.

Não tenho a menor ideia que pássaro era aquele; nunca fui fã deles. Aliás, sempre entrei em pânico na presença deles — por alguma razão misteriosa sou a pessoa que conheço que mais recebeu vista de pássaros dentro de casa.

Como não estou falando, repeti mentalmente: “Pássaro, você precisa ir embora agora. Clarice e Virginia vão te pegar e eu não desejo isso a você. Vamos todos manter a calma.” Parece que funcionou. O pássaro voou para o basculante. Apesar de ele não abrir muito, ofereceu uma rota segura para fugir do gato que estava na janela tentando pegar o pássaro.

Acho que encarei e superei meu medo. Jai!

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Day 2 | Dia 2

Hanuman Chalisa

(I have been chanting daily at 6 am and 6 pm, after mantra Om Mani Padme Hum • Estou entoando diariamente às 6h e às 18h, precedido do mantra Om Mani Padme Hum)
🇧🇷
March 18, 2020
Day 2

I woke up before the sun was fully shining. It was not pleasant: I went through catharsis. One episode after all I had experienced the previous day seemed quite normal to me.

My mind was a chatter box talking about problems, possible future scenarios, work — more like the lack of it — and whatnot. So I went straight from the bathroom to my meditation chair and sat for I don’t know how long.

It was a tough day which I can’t really report; it went away like clouds after the storm. Inexistent, once they shower.

All day I focused on my Beloved Lord Hanuman.

Hanuman went off to search for Seetha, Rama’s spouse, who had been kidnapped by Ravan and taken to Lanka. After crossing the sea and searching everywhere, at a certain moment he thought he had failed. Then he realized the best thing to do was make even more effort and improve his way of dealing with the task, to pass through where there was no path.

Because if one does not give up hope one reaches victory.

I did not eat much today; I was not hungry. But I had a lot of water.

Jai Gurudev! Jai Hanumanji!

Rio de Janeiro
8:39 pm

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Soon Day 3


🇺🇸
18 de março, 2020
Dia 2

Acordei antes do sol sair totalmente. Não foi prazeroso: passei por uma catarse. Um episódio, depois de tudo o que vivenciei no dia anterior me pareceu bastante normal.

Minha mente estava tagarela, não parava de falar em problemas, possíveis cenários futuros, trabalho — ou melhor, a falta dele — e assim por diante. Então fui direto do banheiro para a cadeira de meditação e sentei por não sei quanto tempo.

Foi um dia difícil que não consigo exatamente relatar; passou como as nuvens depois da tempestade. Inexistem, uma vez que chovem.

O dia inteiro fiquei concentrada no Amado Hanuman.

Hanuman foi à procura de Seetha, esposa de Rama, que havia sido sequestrada por Ravan e levada para Lanka. Depois de atravessar o mar e procurar por todo lugar, em certo momento ele pensou ter fracassado. Então se deu conta de que o melhor a fazer era se esforçar ainda mais e melhorar sua maneira de lidar com a tarefa, para passar por onde não havia passagem.

Porque quando não se desiste da esperança, a vitória é alcançada.

Não comi muito hoje; não tive fome. Mas bebi muita água.

Jai Gurudev! Jai Hanumanji!

Rio de Janeiro
20:39

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Quarantine Within | Quarentena dentro de mim

🇧🇷

To every hungry heart
I offer mine.
Come share my meal
And together we will cross this moment.

If you can’t go out, go within. I will be sharing my daily “Quarantine Within” practice. Since I am in silence, this will be my only means of communication with the outside world.

May my practice be of benefit to other beings.
Aum Shanti Hum.
Bhuvi ♥︎ૐ

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🇺🇸

A todos os corações famintos
ofereço o meu.
Venha compartilhar da minha refeição
e juntos atravessaremos este momento.

Se você não pode sair, vá para dentro de si. Compartilharei minha prática diária de “Quarentena dentro de mim”. Como estou em silêncio, este será meu único meio de comunicação com o mundo externo.

Que minha prática possa beneficiar outros seres
Aum Shanti Hum

Bhuvi ♥︎ૐ

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Day 1 | Dia 1

🇧🇷
March 17, 2020
Day 1

Here in Brazil, last Monday they decided people should quarantine themselves. I had planned a silent retreat away, but it has been canceled, as every event which meant people being together. So, not able to be outside, I decided to step into myself in what I dubbed “Quarantine Within”. Or simply enjoying the moment, transforming negative into positive.

I started off by preparing the apartment — my temple — dusting and sweeping and cleaning and doing the laundry… Then I put up on the wall three questions:
Who am I?
Do I really have to do this?
Do I really have to say this?
Letting them echo in me, in my heart: Inquiry questions to carry around with me as long as I breathe.

It was afternoon when I sat in my rocking chair and let silence embrace me. Suddenly I felt my head heavy and dozed off for what seemed to be seconds and had this kind of dream in which I was a worker at a carnival and responsible for the Ferris Wheel. The sun was setting and I was talking to someone who seemed to be myself.

“The Wheel needs to stop. Who’s stopping it?” I said.

At that point I was starting to wake up and felt really confused not knowing whether that was real or just a dream — as if I did work at a carnival! As if I did get a job! I was totally confused:

“You are in control. You have to stop it,” I told myself before realizing my body sitting in the chair, meditating.

Latter on I did a self-inquiry meditation session listening to Sri Ramana Maharshi’s teachings. While I still need to meditate more on that, I gathered some thoughts:
The world as each one sees it is a projection of the mind. We build it through social constructs, rules we abide to, dichotomies — language created by the mind — and therefore, we create “personas”: individuals you come to learn about through (“per”) words, sounds, or what is said (“sonus”) about them. And as such, we are unreal. Because existence is one; it is Universe. That is reality. The real “I” is silence, emptiness; it simply is. “I” is beyond material body.

On the path I become real, I find my Self while dropping everything hung on to my being in order to build this character in a play.

Who am I?
Do I really have to do this?
Do I really have to say this?
Are questions capable of stopping the Ferris Wheel.

Now:
It is time for some meditation.
Now is always the time.

Rio de Janeiro,
ca. 5:30 pm 
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🇺🇸
17 de março, 2020
Dia 1

Segunda-feira passada, foi decidido aqui no Brasil que as pessoas deveriam se isolar em quarentena. Eu havia planejado ir a um retiro de silêncio, mas ele foi cancelado, como todos os eventos onde haveria aglomeração de pessoas. Então, sem poder ficar lá fora, decidi entrar em mim mesma, no que apelidei “Quarentena em mim”. Ou simplesmente resolvi aproveitar o momento e transformar negativo em positivo.

Comecei preparando o apartamento — meu templo — tirei poeira e varri e limpei e lavei roupa… Então preguei à parede três perguntas:
Quem sou eu?
Eu realmente preciso fazer isso?
Eu realmente preciso dizer isso?
Deixei que elas ecoassem em mim, no meu coração: questionamentos para carregar por aí, comigo, enquanto eu respirar.

De tarde, sentei em minha cadeira de balanço e deixei o silêncio me envolver. De repente senti minha cabeça pesada, cochilei por, aparentemente, alguns segundos e tive uma espécie de sonho no qual eu trabalhava em um parque de diversão e era responsável pela roda gigante. Era pôr do sol e eu falava com alguém que parecia ser eu mesma.

“A roda precisa parar. Quem vai pará-la?” eu disse.

Nesse momento eu comecei a acordar e me senti bastante confusa sem saber se aquilo era real ou apenas um sonho — como se eu trabalhasse em um parque de diversão! Como se eu tivesse um emprego! Eu estava completamente confusa:

“Você está no controle. Você precisa pará-la,” eu disse para mim mesma antes de perceber meu corpo sentado na cadeira, meditando.

Mais tarde fiz uma sessão de meditação por autoindagação, ouvindo aos ensinamentos de Sri Ramana Maharshi. Ainda que eu precise meditar mais sobre isso, consegui reunir alguns pensamentos: o mundo como cada um o enxerga é uma projeção da mente. Nós o construímos por meio de construções sociais, regras que seguimos, dicotomias — a linguagem criada pela mente — e, portanto, criamos “personas”: indivíduos que você passa a conhecer através (“per”) de palavras, sons ou o que é dito (“sonus”) sobre eles. Dessa maneira, somos irreais. Porque existência é uma só; é Universal. Isso é realidade. O verdadeiro “eu” é silêncio, vazio; simplesmente é. “Eu” existe além do corpo material.

No caminho eu me torno real, eu encontro meu Self (meu Eu) quando me desapego de tudo o que colei ao meu ser a fim de construir um personagem para uma peça de teatro.

Quem sou eu?
Eu realmente preciso fazer isso?
Eu realmente preciso dizer isso?
São perguntas capazes de parar a roda gigante.

Agora:
É hora de meditar.
Agora é sempre a hora.

Rio de Janeiro,
ca. 17:30 
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